Inclusão Social: tecnologia assistiva e inovações para pessoas com deficiência visual

Dia 21 de setembro é celebrado o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência no Brasil.
Esta data foi criada com o objetivo de conscientizar sobre a importância do desenvolvimento de meios de inclusão das pessoas com deficiência na sociedade.
O preconceito e a inacessibilidade pública também são dois pontos centrais a serem debatidos durante esta data, e que são responsáveis por dificultar a vida dessas pessoas.
Pensando nisso, elaboramos este post para você conhecer recursos e serviços que proporcionam ou ampliam habilidades funcionais de pessoas com deficiência visual. E, dessa maneira, contribuir bastante para a inclusão social desse segmento, promovendo uma vida mais independente e com mais qualidade!
O que é tecnologia assistiva?
Tecnologias assistivas ou ajudas técnicas são produtos, equipamentos, dispositivos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivem promover a funcionalidade relacionada à atividade e à participação da pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida, visando à sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social.
Para a pessoa com deficiência visual, dentro do panorama de recursos existentes, destacam-se os equipamentos eletrônicos e de informática com contínuo desenvolvimento tecnológico e que proporcionam recursos para a promoção do desempenho na realização de tarefas.
A pessoa com baixa visão dispõe de recursos eletrônicos e de informática que podem oferecer ampliações maiores e substituição da visão por meio de interfaces sonoras e táteis. Assim, auxiliam a pessoa com deficiência visual profunda e cegueira quanto ao acesso à informação.
Ampliação eletrônica da imagem
O principal auxílio eletrônico para ampliação da imagem é conhecido como CCTV, circuito fechado de televisão, ou auxílios de videoampliação, também chamados de SVA ou videomagnificação.
Podem ser modelos de mesa, portáteis e montados em armações.
Informática
Soluções de acessibilidade estão presentes em praticamente todas as plataformas e aparelhos que dependem da tecnologia da informática, desde computadores pessoais e dispositivos móveis até eletrodomésticos.
Os recursos de informática para pessoas com deficiência visual funcionam mediante interfaces que representam a informação através de diversos sentidos: visuais, sonoros, hápticos, tato, propriocepção ou uma combinação deles.
Inovações tecnológicas
A inteligência artificial já permite o reconhecimento de objetos, pessoas e ambientes em tempo real a partir do celular por meio de aplicativos como o Seeing AI®, da Microsoft, ou sistemas autônomos vestíveis como o OrCam My Eye 2®, da OrCam;
A realidade aumentada sobrepõe nas telas de celulares e outros dispositivos vestíveis imagens do mundo real e objetos virtuais, o que permite colocar dados suplementares sobre o mundo real ao alcance do usuário, inclusive das pessoas com deficiência visual;
A internet das coisas e as cidades inteligentes colocam computadores em objetos do mundo real, como televisores, eletrodomésticos e locais físicos na infraestrutura das cidades, todos ligados à internet. Ou seja, os computadores vão estar cada vez mais presentes nos objetos do nosso entorno.
A informática é fundamental para assegurar o acesso à informação de forma geral, à cultura, à comunicação, à educação, ao trabalho e ao lazer.
Dessa forma, é importante incentivar pessoas com deficiência visual a aprender a usar as tecnologias de informação e comunicação modernas para garantir sua independência, autonomia e inclusão plena na sociedade!
Benefícios da tecnologia assistiva
A aplicação das tecnologias assistivas para a realização de atividades traz uma série de vantagens, e a descomplicação das barreiras diárias pode ser sentida pelas pessoas que utilizam esses produtos em seu dia a dia.
Veja alguns exemplos:
Desempenho de tarefas cotidianas;
Mobilidade e funções manuais;
Comunicação;
Leitura;
Acessibilidade ao computador.
Como vimos, a tecnologia assistiva tem contribuído muito para que a pessoa com deficiência visual tenha cada vez mais autonomia e qualidade de vida.
Além de facilitar as atividades cotidianas, esses dispositivos acabam proporcionando o acesso aos recursos oferecidos pelo meio social e a apropriação das experiências da própria cultura, fundamentais nos processos de aprendizagem e desenvolvimento.
A tecnologia assistiva está em constante aprimoramento, passando sempre por inovações. E, além de ser um direito, a acessibilidade favorece as interações e o combate aos preconceitos!
Gostou do conteúdo? Aproveite e leia: Quais requisitos preciso cumprir para abrir uma clínica oftalmológica?
Continue acompanhando nosso blog para mais informações e conteúdos e até a próxima!
Saiba mais sobre o Crosslink: tratamento de Ceratocone

Com tantos avanços tecnológicos, o setor de oftalmologia é um segmento que está sempre inovando e investindo em soluções de modo a prevenir possíveis problemas oculares e levar bem-estar para todos.
Sendo assim, uma das inovações é o crosslink, um método cirúrgico que vem se mostrando bastante esperançoso, a fim de minimizar a progressão da doença ceratocone (CID 10 – H18.6), que é uma deformação progressiva da curvatura da córnea, estrutura transparente que reveste a parte anterior do olho, provocando nela um afinamento em forma de cone.
No que consiste o tratamento – Crosslink?
O objetivo deste procedimento é induzir um aumento da rigidez e da resistência da córnea, permitindo que ela não se altere com o passar dos anos, diminuindo os impactos à visão e à qualidade de vida do paciente.
Por meio dessa técnica, é possível retardar os danos causados pelo ceratocone e evitar a perda da acuidade visual e até a necessidade de um futuro transplante.
No crosslinking, há um fortalecimento das fibras de colágeno, que representam as pontes de sustentação da córnea. Com o aumento da resistência corneana, diminui-se a elasticidade da córnea e, com isso, reduz-se a hipótese de progressão do abaulamento corneano, responsável pelo alto astigmatismo e baixa da visão.
Quando é indicado o tratamento?
Ceratocone em progressão documentada na população adulta;
No diagnóstico de ectasia pós-cirurgia refrativa;
No diagnóstico de ceratocone na população com menos de 18 anos;
Pacientes em qualquer idade podem optar apenas por acompanhamento da doença, pois o Crosslink também apresenta complicações. Todo tratamento cirúrgico deve ser discutido e esclarecido antes de determinar a conduta.
Como é o tratamento?
O tratamento é minimamente invasivo e pode ser feito apenas com anestesia tópica, por meio do uso de colírios anestésicos.
A técnica consiste na aplicação de um colírio especial à base de riboflavina, vitamina B2, que posteriormente é ativado por um feixe de luz ultravioleta. Isso estimula a contração e a união das fibras de colágeno, aumentando a resistência da córnea e reforçando sua estrutura.
O procedimento dura aproximadamente uma hora e, normalmente, não tem necessidade de internação.
Explicação do diagrama de blocos
O Eyelink foi desenvolvido atendendo às mais rígidas normas de segurança. Tem um sistema de controle que garante o erro máximo de 5% na potência de saída.
No diagrama de blocos abaixo, podemos observar os sensores de controle e realimentação do sistema. Possui 3 sensores: o corrente, o óptico principal e o ótico saída.
O equipamento tem um sistema de segurança onde é gravado a cada segundo a quantidade inserida de UV, garantindo assim a recuperação do tratamento mesmo em caso de emergência.
Protocolos de tratamentos – Eyelink
De acordo com a lei da reciprocidade de Bunsen-Roscoe, o mesmo efeito fotoquímico poderia ser alcançado com a redução do tempo de iluminação e correspondente aumento da intensidade de irradiação.
De forma que 10 minutos de irradiação a 9 mW/cm2 deveriam prover o mesmo efeito obtido com 30 minutos de irradiação a 3 mW/cm2. Uma vez que todas as combinações de tempo e intensidade resultam na mesma quantidade de energia 5,4 J/cm2.
1 – Protocolo Dresden
Tempo de 30 minutos com intensidade de irradiação 3 mW/cm2.
2 – Protocolo Intermediário
Tempo de 15 minutos com intensidade de irradiação 6 mW/cm2.
3 – Protocolo Acelerado
Tempo de 10 minutos com intensidade de irradiação 9 mW/cm2.
4 – Protocolo Ultra Acelerado
Tempo de 7,5 minutos com intensidade de irradiação 12 mW/cm2.
5 – Protocolo Intermediário Pulsado
Tempo de 30 minutos com intensidade de irradiação 6 mW/cm2.
6 – Protocolo Acelerado Pulsado
Tempo de 20 minutos com intensidade de irradiação 9 mW/cm2.
7 – Protocolo Ultra Acelerado Pulsado
Tempo de 15 minutos com intensidade de irradiação 12 mW/cm2.
Curiosos mitos e verdades sobre a cegueira

Que a cegueira é uma doença que pode ser ocasionada pelo glaucoma, isso todos já sabem. No entanto, há muitas controvérsias sobre este problema perigoso.
Sendo assim, se você tem curiosidade de saber mais sobre quais são os mitos e verdades da cegueira, continue a leitura e se surpreenda com as nossas informações!
Estatística sobre a cegueira no Brasil e no mundo!
Segundo a Organização Mundial da Saúde, as principais causas de cegueira no Brasil são: catarata, glaucoma, retinopatia diabética, cegueira infantil e degeneração macular.
Segundo dados do IBGE de 2010, no Brasil, das mais de 6,5 milhões de pessoas com alguma deficiência visual:
624 pessoas são incapazes de enxergar totalmente, ou seja, são cegas;
056.654 pessoas possuem baixa visão ou visão subnormal, grande e permanente dificuldade de enxergar;
Outros 29 milhões de pessoas declararam possuir alguma dificuldade permanente de enxergar, ainda que usando óculos ou lentes.
Por outro lado, segundo os dados do World Report on Disability 2010 e do Vision 2020, a cada 5 segundos, 1 pessoa se torna cega no mundo.
Além disso, do total de casos de cegueira, 90% ocorrem nos países emergentes e subdesenvolvidos. Estima-se que, até 2020, o número de pessoas com deficiência visual poderá dobrar no mundo.
Mitos e verdades sobre a cegueira
1) Pessoas cegas estão sempre na “escuridão total”, sem ver absolutamente nada?
MITO! Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 253 milhões de pessoas vivem com deficiência visual. Destes, 36 milhões são cegos.
A Organização Mundial da Saúde não especifica quantos desses 36 milhões não têm percepção de luz. Muitas pessoas consideradas cegas ainda conseguem distinguir sombras, ver formas, contornos ou diferenciar entre claro e escuro.
Pessoas cegas não podem usar a maior parte da tecnologia?
MITO! A tecnologia pode ser um estilo de vida para pessoas cegas. Elas podem usufruir de computadores, telefones celulares, aplicativos e outras tecnologias para aumentar sua independência e tornar o mundo mais acessível.
Olhar para o sol causa cegueira?
VERDADE! Caso fique muito exposto e com frequência olhando para o sol, você pode lesionar a retina de maneira irreversível.
Pessoas com baixa visão que não conseguem ler letras regulares devem ler em braile?
VERDADE! O tipo de leitura de pacientes com baixa visão varia. Alguns usam braile, outros usam fontes maiores e há quem leia a impressão em tamanho normal com um dispositivo óptico.
Coçar os olhos é perigoso e pode cegar?
VERDADE! Não são todos os casos que acontecem dessa forma, mas não podemos esquecer do alerta de que coçar bastante os olhos e com força é perigoso e pode causar o descolamento da retina e, em casos mais avançados, alteração na córnea.
Pessoas que possuem cegueira não podem construir uma carreira?
MITO! Diversas empresas e indústrias possuem programas de oportunidades para deficientes visuais.
No ano de 2019, o Governador João Doria lançou o programa “Meu Emprego – Trabalho Inclusivo”, que tem o objetivo de promover desenvolvimento profissional, inclusão e permanência de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, além de oferecer cursos de qualificação técnica e empreendedora.
O que é visão subnormal e quais são os sintomas?

Você já ouviu falar em visão subnormal ou baixa visão? Pelo nome, já dá para ter uma noção do que se trata, porém você sabia que esta condição afeta pessoas de diversas faixas etárias e que talvez você tenha e nem saiba?
Para entender melhor este problema, que tem aumentado o número de casos no país, elaboramos este conteúdo completo que irá esclarecer as suas dúvidas e alertar também!
Do que se trata a visão subnormal?
A visão subnormal é um problema associado a uma pessoa que possui acuidade visual reduzida, comprometendo a sua visão.
Na maioria das vezes, este problema acontece após o tratamento ou tentativa de correção com uso de óculos, lentes de contato ou implantação de lentes intraoculares após cirurgia de catarata.
A visão subnormal é igual à cegueira?
É comum surgir este tipo de dúvida, já que se trata de complicações parecidas, porém são duas condições diferentes.
Enquanto a cegueira significa a perda total da visão, a visão subnormal apresenta uma capacidade visual de 20% ou menos da visão norma