Lâmpada de fenda: um guia completo de como utilizar

A lâmpada de fenda é um equipamento indispensável para o exame ocular e o diagnóstico de patologias oftalmológicas.

Apesar de possuir uma grande utilização em consultórios e clínicas de oftalmologia, a lâmpada de fenda requer um método correto para que o exame seja realizado com precisão e conforto para o paciente.

Elaboramos esse artigo sobre o modo correto de utilizar a lâmpada de fenda e também um pouco sobre esse equipamento que é um grande facilitador dos diagnósticos oftalmológicos. Continue conosco!

Como funciona a lâmpada de fenda?

A lâmpada de fenda, também chamada biomicroscopia, é um equipamento formado pela combinação de um microscópio e uma lâmpada.

A lâmpada presente no equipamento emite uma luz de alto brilho para realizar a análise das estruturas internas e externas dos olhos.

A partir da lâmpada de fenda, é possível analisar córnea, íris, cristalino, nervo óptico, retina, dentre outros. Isso dá a possibilidade de precisão para um diagnóstico de doenças oculares, como catarata, glaucoma, lesões da córnea e até mesmo descolamento de retina.

Como utilizar corretamente a lâmpada de fenda?

Para que o exame com a lâmpada de fenda seja realizado corretamente e permita um diagnóstico assertivo, existe um método adequado de utilizar o equipamento. O posicionamento do paciente e do profissional é fundamental.

Veja a seguir os pontos de atenção e os processos corretos para utilizar a lâmpada de fenda com total precisão.

Posição adequada

Tanto o profissional como o paciente precisam estar em uma posição confortável para a realização assertiva do exame.

Profissional:

O médico oftalmologista deve sentar em frente ao paciente e colocá-lo na posição adequada. A lâmpada de fenda deve ser ajustada na altura correta do profissional, já que durante o exame esse ajuste é mais difícil.

Manter atenção à ergonomia no momento de realizar o exame pode evitar desconforto ao profissional e problemas futuros que podem comprometer sua saúde e também a qualidade do exame.

A altura da cadeira deve permitir que o profissional fique confortável e ajuste a mesa para que ele se mantenha em posição ereta durante o exame.

Paciente:

O paciente precisa estar em uma posição confortável para conseguir manter os olhos abertos para olhar nas direções solicitadas ou ficar imóvel.

Antes de disponibilizar a lâmpada de fenda para o paciente, é importante higienizar o apoio para o queixo, o tonômetro de aplanação e a tira superior com as alças.

Caso o aparelho esteja utilizando protetor de queixo, é importante realizar a troca entre um paciente e outro.

O queixo do paciente precisa encaixar no copo e a testa em contato com a cinta superior. Os olhos do paciente devem ser alinhados de acordo com as marcações na lateral que estabilizam a cabeça do paciente.

Manter a cabeça do paciente estabilizada nos locais adequados do equipamento evita falhas e prolongamento no exame, já que é necessário reposicionar o paciente.

Oriente o paciente sobre as ações necessárias durante o exame. Isso evita desconforto. Em seguida, posicione a cadeira do paciente para ajustar a altura correta.

Abordagem inicial

Ao iniciar o exame com a lâmpada de fenda, o profissional deve realizar uma análise geral do paciente. É importante manter uma ampliação menor e investigar as estruturas superficiais.

Após esse processo, deve-se iniciar a análise das estruturas mais profundas dos olhos. Isso facilita a detecção de problemas e diagnósticos precipitados ou errôneos.

Dilatação da retina

A dilatação da retina é geralmente efetuada com colírios para esse fim. Isso facilita identificar a retina durante o exame com a lâmpada de fenda.

É importante ressaltar que cada lente possui uma distância adequada para o olho e a lâmpada de fenda. Uma dica para praticar a identificação da retina é realizar exames em pacientes mais jovens e com olhos saudáveis.

Em pacientes mais idosos e que já apresentam doenças oculares, como catarata, por exemplo, a identificação da retina pode ser mais difícil, já que a doença pode dificultar a visualização do fundo da estrutura.

Para iniciar o exame em casos de retina dilatada, é preciso utilizar uma iluminação mais fraca, já que uma luz mais forte deixa o paciente desconfortável e dificulta o exame.

É importante utilizar um feixe curto, entre 5 a 6 mm de altura, para diminuir a fotofobia do paciente, e outro com mais amplitude, entre -1,5 a 2 mm de largura, que auxiliará a visão do profissional durante o exame.

Após o ajuste dos feixes de luz, deve-se posicionar a lente de 5 a 7 mm do olho do paciente, segurando pelo indicador e polegar. Os demais dedos seguram a contra tira superior. Após esse posicionamento, é preciso girar para posicionar a viga.

É preciso alinhar o feixe da lâmpada de fenda de modo que ele fique perpendicular ao olho do paciente, focando na pupila. Através da lâmpada de fenda, é possível verificar um reflexo vermelho e o feixe de luz se movimentando entre o centro da pupila e a íris, mantendo o foco.

Quando o recuo da lâmpada de fenda inicia, é possível ver um brilho vermelho nebuloso, que apresenta mais nitidez durante o foco. Pode-se também alterar o ângulo da lente e a distância do olho para melhorar ainda mais a nitidez da imagem.

Após o exame da retina, basta ajustar a lâmpada de fenda para realizar a análise completa da visão. Ainda é possível ajustar a lâmpada de fenda de baixo para cima ou da esquerda para direita.

Pacientes que apresentam fotofobia ou ptose, sendo a queda da pálpebra, podem precisar que a mesma seja segura pelos dedos durante o exame.

Nervo óptico sem dilatação

O uso da lâmpada de fenda em exames com nervo óptico sem dilatação é muito utilizado em pacientes com glaucoma. A dilatação pode provocar aumento da pressão interna do olho.

Logo, para utilizar a lâmpada de fenda, é preciso selecionar um feixe menor, que vai reduzir o brilho refletido na íris. Pode iniciar com um feixe de largura 1,3 mm e altura de 3 mm.

O paciente deve manter um olhar de 15 a 20° no olho que está sendo analisado. Isso permite que o nervo óptico fique mais evidente para o profissional.

Os mesmos passos devem ser seguidos para o exame da retina, lembrando que a visão pode assumir o tamanho da cabeça do nervo óptico.

Movimentação dos olhos

Movimentar os olhos durante o exame com a luz de fenda pode ser um pouco difícil. Para tanto, é interessante não mover o joystick ou a lente, e sim o joystick presente na lâmpada de fenda com a lente. Essa movimentação deve ser lenta e direcionada para o ponto desejado.

Essa técnica é bastante utilizada em casos de exames sem dilatação para análises do fundo de olho e mácula.

Medida da pressão intraocular por aplanação

Para medir a pressão intraocular por aplanação durante o exame com a lâmpada de fenda, basta seguir os passos abaixo:

Aplicar o corante fluorescente.
Limpar a ponta da aplanação ou realizar a troca.
Girar o feixe de luz a 45° da linha média e girar o aplicador até sentir o clique.
Ajustar o prisma para ficar focado na linha média.
Girar a lâmpada para a configuração azul e aumentar o brilho totalmente.
Observe se os oculares permitem a visão para o prisma horizontal.
Faça a inclinação da alavanca completamente para trás.
Avance para 3 a 5 mm da córnea.
Acione a alavanca de controle para frente, utilizando o controle fino para se movimentar pela córnea.
Os procedimentos acima realizados corretamente permitem a visão dos espelhos.

A lâmpada de fenda é, sem dúvidas, um equipamento indispensável para profissionais oftalmologistas. Para permitir o diagnóstico preciso de diversas doenças, é possível iniciar um tratamento mais efetivo.

Apesar de parecer complexa, a lâmpada de fenda é um dos facilitadores para o diagnóstico de doenças oculares. Esperamos ter ajudado sobre a utilização correta da lâmpada de fenda com este artigo.

Eyetec é especialista em lâmpada de fenda!

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Além disso, é possível também anexar o incrível sistema de vídeo Aymed. Com esse sistema, ele torna o exame muito mais prático, fácil e dá aquele toque de modernidade.

Para adquirir as melhores soluções em lâmpadas de fenda, a solução é Eyetec!

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Medicina oftalmológica: como a tecnologia mudou esse mercado?

Assim como em diversas outras áreas da medicina, a oftalmologia também tem as suas subespecialidades divididas, isso porque as partes que envolvem a nossa visão são muito mais complexas do que podemos imaginar.

A neuroftalmologia e a oftalmologia, por exemplo, são dois ramos diferentes, que tratam a saúde dos olhos de forma distinta.

Pensando nisso, selecionamos quatro principais distúrbios neuro-oftálmicos que todo oftalmologista deve estar atento, pois podem representar risco de vida ao paciente. Confira a seguir!

Qual a diferença entre neuroftalmologia e oftalmologia?

Resumidamente, podemos dizer que o médico oftalmologista trata das doenças, problemas e alterações que acontecem nos olhos e que têm origem na região da visão.

Já o neuro-oftalmologista é o médico que trata das manifestações oculares relacionadas a problemas do sistema nervoso central que afetam o nervo óptico.

O nosso globo ocular é conectado ao sistema nervoso central por meio do nervo óptico, e toda e qualquer alteração que ocorre nesse sistema é especialidade do neuroftalmologista.

4 principais problemas de neuroftalmologia que todo oftalmologista deve estar atento!
1 – Perda de visão aguda e dolorosa

A perda de visão geralmente considerada aguda se desenvolve dentro de alguns minutos a alguns dias. Ela pode afetar um ou ambos os olhos ou parte de um campo visual.

A perda visual aguda requer avaliação e tratamento urgentes. Nestas circunstâncias, é essencial identificar se a perda visual é devida a um distúrbio ocular, especialmente uma doença da retina, ou a uma neuropatia óptica.

Os sintomas mais comuns são perda visual intermitente ou constante, novas dores de cabeça, claudicação do maxilar e sensibilidade no couro cabeludo.

2 – Hemianopsia bitemporal dolorosa aguda

A hemianopsia bitemporal dolorosa aguda é a perda total ou parcial da metade lateral de ambos os campos visuais, sem atravessar a mediana vertical.

A hemianopsia bitemporal é sentida quando os lados externos dos olhos apresentam perda de visão repentina.

Isso ocorre quando a lesão cerebral está localizada onde os nervos ópticos se cruzam.

3 – Oftalmoplegia dolorosa aguda

A oftalmoplegia internuclear é o comprometimento dos movimentos horizontais dos olhos causado por lesão em certas conexões entre os centros nervosos no tronco cerebral, parte inferior do cérebro.

Pode ser unilateral ou bilateral.

Os primeiros sintomas incluem sensibilidade nos seios da face, dores de cabeça e rinorreia sangrenta ou purulenta.

4 – Anisocoria dolorosa aguda

A anisocoria é uma condição em que uma das pupilas fica maior do que a outra, mesmo quando existe o mesmo estímulo em ambas.

Quando a anisocoria ocorre, costuma apresentar sintomas como dores de cabeça, febre, desmaios, baixa da visão e outros.

Vale lembrar que esta lista traz apenas alguns exemplos das doenças que podem acometer os olhos e suas estruturas.

Por isso, em qualquer suspeita de alteração visual, o oftalmologista deve encaminhar seus pacientes ao neuro-oftalmologista para que ele possa diagnosticar e tratar o quanto antes a patologia.

Gostou do conteúdo? Continue acompanhando nosso blog para mais informações e novidades sobre o universo da oftalmologia!

Tchau!

Dicas de Neuroftalmologia que todo Oftalmologista deve saber!

Assim como em diversas outras áreas da medicina, a oftalmologia também tem as suas subespecialidades divididas, isso porque as partes que envolvem a nossa visão são muito mais complexas do que podemos imaginar.

A neuroftalmologia e a oftalmologia, por exemplo, são dois ramos diferentes, que tratam a saúde dos olhos de forma distinta.

Pensando nisso, selecionamos quatro principais distúrbios neuro-oftálmicos que todo oftalmologista deve estar atento, pois podem representar risco de vida ao paciente. Confira a seguir!

Qual a diferença entre neuroftalmologia e oftalmologia?

Resumidamente, podemos dizer que o médico oftalmologista trata das doenças, problemas e alterações que acontecem nos olhos e que têm origem na região da visão.

Já o neuro-oftalmologista é o médico que trata das manifestações oculares relacionadas a problemas do sistema nervoso central que afetam o nervo óptico.

O nosso globo ocular é conectado ao sistema nervoso central por meio do nervo óptico, e toda e qualquer alteração que ocorre nesse sistema é especialidade do neuroftalmologista.

4 principais problemas de neuroftalmologia que todo oftalmologista deve estar atento!
1 – Perda de visão aguda e dolorosa

A perda de visão geralmente considerada aguda se desenvolve dentro de alguns minutos a alguns dias. Ela pode afetar um ou ambos os olhos ou parte de um campo visual.

A perda visual aguda requer avaliação e tratamento urgentes. Nestas circunstâncias, é essencial identificar se a perda visual é devida a um distúrbio ocular, especialmente uma doença da retina, ou a uma neuropatia óptica.

Os sintomas mais comuns são perda visual intermitente ou constante, novas dores de cabeça, claudicação do maxilar e sensibilidade no couro cabeludo.

2 – Hemianopsia bitemporal dolorosa aguda

A hemianopsia bitemporal dolorosa aguda é a perda total ou parcial da metade lateral de ambos os campos visuais, sem atravessar a mediana vertical.

A hemianopsia bitemporal é sentida quando os lados externos dos olhos apresentam perda de visão repentina.

Isso ocorre quando a lesão cerebral está localizada onde os nervos ópticos se cruzam.

3 – Oftalmoplegia dolorosa aguda

A oftalmoplegia internuclear é o comprometimento dos movimentos horizontais dos olhos causado por lesão em certas conexões entre os centros nervosos no tronco cerebral, parte inferior do cérebro.

Pode ser unilateral ou bilateral.

Os primeiros sintomas incluem sensibilidade nos seios da face, dores de cabeça e rinorreia sangrenta ou purulenta.

4 – Anisocoria dolorosa aguda

A anisocoria é uma condição em que uma das pupilas fica maior do que a outra, mesmo quando existe o mesmo estímulo em ambas.

Quando a anisocoria ocorre, costuma apresentar sintomas como dores de cabeça, febre, desmaios, baixa da visão e outros.

Vale lembrar que esta lista traz apenas alguns exemplos das doenças que podem acometer os olhos e suas estruturas.

Por isso, em qualquer suspeita de alteração visual, o oftalmologista deve encaminhar seus pacientes ao neuro-oftalmologista para que ele possa diagnosticar e tratar o quanto antes a patologia.

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Tchau!