Lâmpada de fenda: um guia completo de como utilizar

A lâmpada de fenda é um equipamento indispensável para o exame ocular e o diagnóstico de patologias oftalmológicas.
Apesar de possuir uma grande utilização em consultórios e clínicas de oftalmologia, a lâmpada de fenda requer um método correto para que o exame seja realizado com precisão e conforto para o paciente.
Elaboramos esse artigo sobre o modo correto de utilizar a lâmpada de fenda e também um pouco sobre esse equipamento que é um grande facilitador dos diagnósticos oftalmológicos. Continue conosco!
Como funciona a lâmpada de fenda?
A lâmpada de fenda, também chamada biomicroscopia, é um equipamento formado pela combinação de um microscópio e uma lâmpada.
A lâmpada presente no equipamento emite uma luz de alto brilho para realizar a análise das estruturas internas e externas dos olhos.
A partir da lâmpada de fenda, é possível analisar córnea, íris, cristalino, nervo óptico, retina, dentre outros. Isso dá a possibilidade de precisão para um diagnóstico de doenças oculares, como catarata, glaucoma, lesões da córnea e até mesmo descolamento de retina.
Como utilizar corretamente a lâmpada de fenda?
Para que o exame com a lâmpada de fenda seja realizado corretamente e permita um diagnóstico assertivo, existe um método adequado de utilizar o equipamento. O posicionamento do paciente e do profissional é fundamental.
Veja a seguir os pontos de atenção e os processos corretos para utilizar a lâmpada de fenda com total precisão.
Posição adequada
Tanto o profissional como o paciente precisam estar em uma posição confortável para a realização assertiva do exame.
Profissional:
O médico oftalmologista deve sentar em frente ao paciente e colocá-lo na posição adequada. A lâmpada de fenda deve ser ajustada na altura correta do profissional, já que durante o exame esse ajuste é mais difícil.
Manter atenção à ergonomia no momento de realizar o exame pode evitar desconforto ao profissional e problemas futuros que podem comprometer sua saúde e também a qualidade do exame.
A altura da cadeira deve permitir que o profissional fique confortável e ajuste a mesa para que ele se mantenha em posição ereta durante o exame.
Paciente:
O paciente precisa estar em uma posição confortável para conseguir manter os olhos abertos para olhar nas direções solicitadas ou ficar imóvel.
Antes de disponibilizar a lâmpada de fenda para o paciente, é importante higienizar o apoio para o queixo, o tonômetro de aplanação e a tira superior com as alças.
Caso o aparelho esteja utilizando protetor de queixo, é importante realizar a troca entre um paciente e outro.
O queixo do paciente precisa encaixar no copo e a testa em contato com a cinta superior. Os olhos do paciente devem ser alinhados de acordo com as marcações na lateral que estabilizam a cabeça do paciente.
Manter a cabeça do paciente estabilizada nos locais adequados do equipamento evita falhas e prolongamento no exame, já que é necessário reposicionar o paciente.
Oriente o paciente sobre as ações necessárias durante o exame. Isso evita desconforto. Em seguida, posicione a cadeira do paciente para ajustar a altura correta.
Abordagem inicial
Ao iniciar o exame com a lâmpada de fenda, o profissional deve realizar uma análise geral do paciente. É importante manter uma ampliação menor e investigar as estruturas superficiais.
Após esse processo, deve-se iniciar a análise das estruturas mais profundas dos olhos. Isso facilita a detecção de problemas e diagnósticos precipitados ou errôneos.
Dilatação da retina
A dilatação da retina é geralmente efetuada com colírios para esse fim. Isso facilita identificar a retina durante o exame com a lâmpada de fenda.
É importante ressaltar que cada lente possui uma distância adequada para o olho e a lâmpada de fenda. Uma dica para praticar a identificação da retina é realizar exames em pacientes mais jovens e com olhos saudáveis.
Em pacientes mais idosos e que já apresentam doenças oculares, como catarata, por exemplo, a identificação da retina pode ser mais difícil, já que a doença pode dificultar a visualização do fundo da estrutura.
Para iniciar o exame em casos de retina dilatada, é preciso utilizar uma iluminação mais fraca, já que uma luz mais forte deixa o paciente desconfortável e dificulta o exame.
É importante utilizar um feixe curto, entre 5 a 6 mm de altura, para diminuir a fotofobia do paciente, e outro com mais amplitude, entre -1,5 a 2 mm de largura, que auxiliará a visão do profissional durante o exame.
Após o ajuste dos feixes de luz, deve-se posicionar a lente de 5 a 7 mm do olho do paciente, segurando pelo indicador e polegar. Os demais dedos seguram a contra tira superior. Após esse posicionamento, é preciso girar para posicionar a viga.
É preciso alinhar o feixe da lâmpada de fenda de modo que ele fique perpendicular ao olho do paciente, focando na pupila. Através da lâmpada de fenda, é possível verificar um reflexo vermelho e o feixe de luz se movimentando entre o centro da pupila e a íris, mantendo o foco.
Quando o recuo da lâmpada de fenda inicia, é possível ver um brilho vermelho nebuloso, que apresenta mais nitidez durante o foco. Pode-se também alterar o ângulo da lente e a distância do olho para melhorar ainda mais a nitidez da imagem.
Após o exame da retina, basta ajustar a lâmpada de fenda para realizar a análise completa da visão. Ainda é possível ajustar a lâmpada de fenda de baixo para cima ou da esquerda para direita.
Pacientes que apresentam fotofobia ou ptose, sendo a queda da pálpebra, podem precisar que a mesma seja segura pelos dedos durante o exame.
Nervo óptico sem dilatação
O uso da lâmpada de fenda em exames com nervo óptico sem dilatação é muito utilizado em pacientes com glaucoma. A dilatação pode provocar aumento da pressão interna do olho.
Logo, para utilizar a lâmpada de fenda, é preciso selecionar um feixe menor, que vai reduzir o brilho refletido na íris. Pode iniciar com um feixe de largura 1,3 mm e altura de 3 mm.
O paciente deve manter um olhar de 15 a 20° no olho que está sendo analisado. Isso permite que o nervo óptico fique mais evidente para o profissional.
Os mesmos passos devem ser seguidos para o exame da retina, lembrando que a visão pode assumir o tamanho da cabeça do nervo óptico.
Movimentação dos olhos
Movimentar os olhos durante o exame com a luz de fenda pode ser um pouco difícil. Para tanto, é interessante não mover o joystick ou a lente, e sim o joystick presente na lâmpada de fenda com a lente. Essa movimentação deve ser lenta e direcionada para o ponto desejado.
Essa técnica é bastante utilizada em casos de exames sem dilatação para análises do fundo de olho e mácula.
Medida da pressão intraocular por aplanação
Para medir a pressão intraocular por aplanação durante o exame com a lâmpada de fenda, basta seguir os passos abaixo:
Aplicar o corante fluorescente.
Limpar a ponta da aplanação ou realizar a troca.
Girar o feixe de luz a 45° da linha média e girar o aplicador até sentir o clique.
Ajustar o prisma para ficar focado na linha média.
Girar a lâmpada para a configuração azul e aumentar o brilho totalmente.
Observe se os oculares permitem a visão para o prisma horizontal.
Faça a inclinação da alavanca completamente para trás.
Avance para 3 a 5 mm da córnea.
Acione a alavanca de controle para frente, utilizando o controle fino para se movimentar pela córnea.
Os procedimentos acima realizados corretamente permitem a visão dos espelhos.
A lâmpada de fenda é, sem dúvidas, um equipamento indispensável para profissionais oftalmologistas. Para permitir o diagnóstico preciso de diversas doenças, é possível iniciar um tratamento mais efetivo.
Apesar de parecer complexa, a lâmpada de fenda é um dos facilitadores para o diagnóstico de doenças oculares. Esperamos ter ajudado sobre a utilização correta da lâmpada de fenda com este artigo.
Eyetec é especialista em lâmpada de fenda!
A Lâmpada de Fenda de 3 ou 5 aumentos Eyetec é moderna, prática e feita com material de muita qualidade!
Equipada com o que há de mais moderno no mercado, o resultado não poderia ser outro: ela entrega uma visão satisfatória do exame, permitindo diagnósticos precisos, tratamento seguro para o paciente e impressionantes resultados de imagem.
Além disso, é possível também anexar o incrível sistema de vídeo Aymed. Com esse sistema, ele torna o exame muito mais prático, fácil e dá aquele toque de modernidade.
Para adquirir as melhores soluções em lâmpadas de fenda, a solução é Eyetec!
O que achou deste artigo? Comente, compartilhe nas suas redes sociais e continue acompanhando nosso blog para mais novidades. Até a próxima!
Entenda por que os médicos oftalmologistas devem se atualizar constantemente

A faculdade de medicina é extensa, e mesmo após se formar o médico oftalmologista deve fazer uma especialização na área.
Mas o estudo não para por aí. É muito importante que esse profissional nunca deixe de se atualizar constantemente em sua área, e assim estar por dentro de todas as novidades que podem facilitar e otimizar o atendimento.
Se você achou que, porque tinha se formado, os estudos acabaram, precisamos te dizer que muito pelo contrário! É essencial que você continue se dedicando para se tornar um profissional cada vez mais preparado para esse mercado de trabalho.
No post de hoje, trouxemos esse guia completo para te explicar em detalhes a importância de se manter por dentro das novidades no mundo médico. Confira!
Médico oftalmologista: o estudo nunca acaba!
Todos os dias, novas invenções e ideias dos mais variados tipos são desenvolvidas de forma crescente e acelerada.
A sociedade está sempre em movimento e constantemente passando por mudanças. Assim, quem não segue o ritmo e se atualiza sempre que necessário está em desvantagem.
Diferente do que muitos pensam, o diploma de especialização é apenas o começo. Já que, com a sociedade em constante mudança, é preciso também acompanhar todas as novidades.
E se você não sabe nem por onde começar, venha com a gente entender um pouco mais sobre como se manter atualizado para ser um médico oftalmologista de respeito e prestígio.
Como se atualizar e ser um médico oftalmologista mais preparado?
Para que você seja um profissional de verdadeira referência na sua área, nós preparamos algumas dicas importantes de como se manter atualizado e ser um médico oftalmologista de respeito:
1 – Não se acanhe em fazer uma nova especialização
Nós sabemos muito bem que a área da medicina não é nada fácil, muito menos no momento de estudar. Por isso mesmo, muitos profissionais ficam acanhados na hora de fazer uma segunda especialização.
Porém, toda dedicação será recompensada quando você for um oftalmologista ainda mais preparado e seguro para prestar o melhor atendimento para os seus pacientes.
Da mesma forma, a sua clínica oftalmológica vai ser referência de qualidade e satisfação.
2 – Palestras e congressos
Os profissionais de medicina, não importa a área, têm algo em comum: as palestras e congressos acontecem anualmente em diversos locais e cada uma pode ter um tema diferente. São ótimas oportunidades para se atualizar sobre diversos assuntos.
Os conhecimentos adquiridos em palestras e congressos, mesmo que durem apenas um final de semana, podem ter um impacto gigantesco na sua carreira como um todo.
São essas oportunidades que geralmente fazem toda a diferença na hora de se destacar entre os seus concorrentes.
3 – Acompanhe artigos científicos
Todos os anos, novos profissionais se formam para serem médicos oftalmologistas. Cada um deles pode contribuir de forma satisfatória para a academia.
Todos os artigos científicos que são desenvolvidos na área ficam disponíveis online, e qualquer profissional pode usufruir deles para se especializar e se atualizar sobre novas informações da área.
É preciso se atualizar sobre os avanços tecnológicos!
Outra questão muito importante para ser um profissional de destaque é oferecer as melhores oportunidades de tratamentos para os seus clientes.
É extremamente necessário estar por dentro de todas as atualizações sobre os avanços tecnológicos na área, principalmente em referência aos equipamentos.
Vivemos em uma era tecnológica, e a todo instante novas tecnologias são desenvolvidas para facilitar e otimizar diagnósticos e tratamentos clínicos.
Por isso mesmo, empresas como a Eyetec estão completamente comprometidas a oferecer produtos de qualidade que possam agregar na qualidade da sua clínica de oftalmologia.
Se você é um médico oftalmologista que realmente se preocupa em oferecer o melhor para seus clientes, conheça o catálogo da Eyetec e equipamentos como o Campímetro Solaris, que facilita o diagnóstico de doenças como neuropatias e retinopatias.
Passo a passo: saiba o que é preciso investir na hora de montar seu consultório oftalmológico!

Um profissional que acaba de se formar em oftalmologia, ou até mesmo aquele que decidiu montar o seu próprio consultório, se depara com várias dúvidas na hora de montar um consultório oftalmológico que possa oferecer um atendimento de qualidade, assim como garantir a segurança de seus pacientes.
Alguns dos equipamentos necessários e fundamentais muitas vezes são bastante caros e, com orçamento limitado, é preciso ter muita sabedoria na hora de montar o seu primeiro consultório.
Pensando nisso, nós preparamos esse guia completo, onde você vai encontrar um passo a passo detalhado de como montar e investir de forma inteligente nos equipamentos fundamentais para o seu consultório oftalmológico.
A importância de investir de forma inteligente no seu consultório oftalmológico
Na hora de montar o seu primeiro consultório oftalmológico, você com certeza deve sentir como se esse fosse um verdadeiro sonho se tornando realidade.
Para que ele não se torne um pesadelo, é preciso ter muito cuidado e atenção na hora de investir no seu primeiro consultório.
Não pense que queremos te assustar, mas é muito importante você saber que um erro na hora de investir no seu consultório oftalmológico pode ter uma consequência negativa para o seu negócio.
É por isso mesmo que nós preparamos dicas exclusivas que vão te ajudar a fazer as escolhas mais inteligentes na hora de investir no seu negócio.
7 passos para investir de forma inteligente no seu consultório oftalmológico
É muito importante listar aquilo que é necessário na hora de montar o seu consultório oftalmológico, e esse trabalho cabe a você.
Existem dicas que valem ouro e podem fazer toda a diferença nessa fase tão importante de sua carreira.
Por isso mesmo, nós preparamos esse passo a passo com 6 dicas fundamentais para investir de forma inteligente no seu primeiro consultório oftalmológico. Confira!
O que eu mais vou utilizar?
O primeiro passo é se perguntar quais serão as suas reais necessidades.
Você deve saber os serviços que você vai prestar na sua clínica de oftalmologia e, a partir disso, fazer um estudo detalhado de quais serão os equipamentos essenciais para que você preste esse serviço com qualidade e segurança para seus pacientes.
Anote com cautela e atenção o que será preciso e também qual é o mínimo da estrutura que você vai precisar para oferecer o melhor atendimento.
Não é necessário comprar tudo de uma vez!
A empolgação na hora de montar o seu primeiro consultório oftalmológico pode atrapalhar muito na hora de fazer um investimento inteligente.
Isso porque você pode acabar comprando muitos equipamentos supérfluos, que vão apenas atrapalhar o seu orçamento.
Você com certeza vai se sentir motivado a comprar o máximo de equipamentos oftalmológicos disponíveis no mercado, porém, principalmente se você não tem dinheiro sobrando, é muito importante que você invista primeiramente naqueles que são essenciais para a prestação de seus serviços.
Invista aos poucos e, quando você menos perceber, vai estar com um consultório oftalmológico impecável e completo.
Se atente à localização do espaço
A empolgação também muitas vezes faz com que alguns profissionais optem por um espaço amplo, mas que demanda um alto investimento.
A forma mais inteligente de iniciar o seu negócio é investir em uma clínica oftalmológica mais básica, mas onde o paciente tenha facilidade de acesso e possa ser bem atendido em sua demanda.
São imprescindíveis as regras sanitárias
Uma das principais adequações que você deve fazer são referentes às exigências legais e sanitárias.
É preciso se atentar à vigilância sanitária e também ao cadastro nacional de estabelecimentos de saúde, assim como à licença de funcionamento.
É muito importante que você saiba que esse cuidado deve ser tomado muito antes de você começar a atender.
A Eyetec é uma escolha inteligente para o seu negócio!
Você já sabe como investir de forma inteligente no seu consultório oftalmológico, e para isso você pode contar com a Eyetec, uma empresa especializada nos melhores equipamentos oftalmológicos com tecnologia de ponta, como, por exemplo, o campímetro, que é utilizado para o diagnóstico de glaucoma, endocrinopatias, maculopatia e neuropatias.
Gostou do conteúdo? Continue acompanhando nosso Blog para mais informações sobre o universo da oftalmologia! Tchau! 😊
Entenda o uso da telemedicina na área da oftalmologia!

A telemedicina já é uma realidade no Brasil, sendo uma solução para consultas oftalmológicas aos pacientes que moram em locais afastados dos centros urbanos, já que ela permite o exercício da medicina à distância.
Neste texto vamos explicar o conceito de telemedicina e os benefícios que ela proporciona aos pacientes e clínicas oftalmológicas. Confira!
O conceito da telemedicina
A telemedicina é uma forma de atendimento médico muito efetiva, que gera um diagnóstico e tomada de condutas baseada em informações colhidas com o paciente através de sistemas de telecomunicação e avaliação de exames complementares.
Um ponto importante é que ela coloca o paciente ainda mais participativo na atenção médica, pois ele deve entender as vantagens e desvantagens desta modalidade de atendimento, e ficar ainda mais atento aos sintomas e tratamentos realizados. Por isso, o paciente fica ainda mais proativo no cuidado com sua própria saúde.
Diversas formas de autoexame estão em constante avaliação e podem ter indicação de serem aplicados a algumas doenças, como degeneração macular, membrana epirretiniana e retinopatia diabética com edema macular.
Além disso, aplicativos de celular e sites estão trazendo cada vez mais maneiras de acompanhamento das doenças e, assim, o médico consegue acessar esses dados e avaliar mudanças de conduta que sejam necessárias.
As aplicações da telemedicina em oftalmologia
A telemedicina pode acontecer de diversas maneiras, inclusive na troca de informações entre médicos.
No primeiro caso, a transmissão de dados sobre o paciente pode ser recebida em tempo real e contar com o auxílio de um profissional da saúde ou outra pessoa qualificada para enviar e receber as informações.
Já a interação entre dois médicos ocorre com a presença física de um oftalmologista junto ao paciente, que transmite informações eletrônicas a um médico especialista, como um retinólogo que se encontra em outro local, para que ele emita uma opinião de acordo com a qualidade e quantidade de dados recebidos.
Veja algumas modalidades de realização da telemedicina
1 – Teleorientação
Médicos interagem com o paciente através de uma anamnese convencional e realizam orientação de condutas à distância, incluindo a prescrição de medicamentos e solicitação de exames complementares.
2 – Telemonitoramento
O médico faz a avaliação de exames e o acompanhamento do tratamento instituído em uma consulta presencial.
Nesta modalidade, o paciente já foi em uma consulta presencial com o médico, que fez o diagnóstico e prescreveu o tratamento. Numa outra oportunidade, o paciente e seus exames são reavaliados de maneira remota.
3 – Teleinterconsulta
É realizada quando dois médicos interagem entre si e um envia informações sobre o paciente para um segundo, geralmente um especialista no assunto.
Podemos citar como exemplo um oftalmologista que é o médico assistente do paciente entra em contato com um especialista em retina para que este participe da avaliação do paciente com solicitação e avaliação de exames e formulação do diagnóstico.
Caso seja necessário, o paciente é encaminhado para avaliação presencial com o especialista.
4 – Telediagnóstico
Já regulamentada de longa data, é a emissão de laudos à distância com o médico avaliando as imagens de um exame.
Muito usada quando técnicos treinados fazem a captura das imagens juntamente com o paciente, e médicos especialistas emitem o laudo em outro local.
5 – Inteligência artificial
É a utilização de softwares para realizar diagnósticos, substituindo o trabalho manual do homem.
Dentro da oftalmologia, a inteligência artificial tem sido muito estudada principalmente em doenças da retina, como retinopatia diabética.
Através da imagem do fundo de olho de um paciente, o computador identifica sinais da doença e sugere o encaminhamento do paciente para uma avaliação com o especialista em retina.
Benefícios da telemedicina para a oftalmologia
A telemedicina beneficia não só os pacientes como também os gestores e profissionais da área de oftalmologia.
As principais vantagens que o atendimento remoto proporciona são:
Armazenamento na nuvem;
Aumento da produtividade;
Exame realizado por um especialista;
Redução de custos.
Como vimos, o avanço da tecnologia permite grandes inovações no atendimento oftalmológico, um deles se refere à implantação da telemedicina.
Vale lembrar que os profissionais devem priorizar a segurança das informações e privacidade dos pacientes!
Gostou deste artigo? Acompanhe nosso blog para mais conteúdos sobre esse e outros assuntos que envolvem o universo da oftalmologia.
Até a próxima!
Inclusão Social: tecnologia assistiva e inovações para pessoas com deficiência visual

Dia 21 de setembro é celebrado o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência no Brasil.
Esta data foi criada com o objetivo de conscientizar sobre a importância do desenvolvimento de meios de inclusão das pessoas com deficiência na sociedade.
O preconceito e a inacessibilidade pública também são dois pontos centrais a serem debatidos durante esta data, e que são responsáveis por dificultar a vida dessas pessoas.
Pensando nisso, elaboramos este post para você conhecer recursos e serviços que proporcionam ou ampliam habilidades funcionais de pessoas com deficiência visual. E, dessa maneira, contribuir bastante para a inclusão social desse segmento, promovendo uma vida mais independente e com mais qualidade!
O que é tecnologia assistiva?
Tecnologias assistivas ou ajudas técnicas são produtos, equipamentos, dispositivos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivem promover a funcionalidade relacionada à atividade e à participação da pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida, visando à sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social.
Para a pessoa com deficiência visual, dentro do panorama de recursos existentes, destacam-se os equipamentos eletrônicos e de informática com contínuo desenvolvimento tecnológico e que proporcionam recursos para a promoção do desempenho na realização de tarefas.
A pessoa com baixa visão dispõe de recursos eletrônicos e de informática que podem oferecer ampliações maiores e substituição da visão por meio de interfaces sonoras e táteis. Assim, auxiliam a pessoa com deficiência visual profunda e cegueira quanto ao acesso à informação.
Ampliação eletrônica da imagem
O principal auxílio eletrônico para ampliação da imagem é conhecido como CCTV, circuito fechado de televisão, ou auxílios de videoampliação, também chamados de SVA ou videomagnificação.
Podem ser modelos de mesa, portáteis e montados em armações.
Informática
Soluções de acessibilidade estão presentes em praticamente todas as plataformas e aparelhos que dependem da tecnologia da informática, desde computadores pessoais e dispositivos móveis até eletrodomésticos.
Os recursos de informática para pessoas com deficiência visual funcionam mediante interfaces que representam a informação através de diversos sentidos: visuais, sonoros, hápticos, tato, propriocepção ou uma combinação deles.
Inovações tecnológicas
A inteligência artificial já permite o reconhecimento de objetos, pessoas e ambientes em tempo real a partir do celular por meio de aplicativos como o Seeing AI®, da Microsoft, ou sistemas autônomos vestíveis como o OrCam My Eye 2®, da OrCam;
A realidade aumentada sobrepõe nas telas de celulares e outros dispositivos vestíveis imagens do mundo real e objetos virtuais, o que permite colocar dados suplementares sobre o mundo real ao alcance do usuário, inclusive das pessoas com deficiência visual;
A internet das coisas e as cidades inteligentes colocam computadores em objetos do mundo real, como televisores, eletrodomésticos e locais físicos na infraestrutura das cidades, todos ligados à internet. Ou seja, os computadores vão estar cada vez mais presentes nos objetos do nosso entorno.
A informática é fundamental para assegurar o acesso à informação de forma geral, à cultura, à comunicação, à educação, ao trabalho e ao lazer.
Dessa forma, é importante incentivar pessoas com deficiência visual a aprender a usar as tecnologias de informação e comunicação modernas para garantir sua independência, autonomia e inclusão plena na sociedade!
Benefícios da tecnologia assistiva
A aplicação das tecnologias assistivas para a realização de atividades traz uma série de vantagens, e a descomplicação das barreiras diárias pode ser sentida pelas pessoas que utilizam esses produtos em seu dia a dia.
Veja alguns exemplos:
Desempenho de tarefas cotidianas;
Mobilidade e funções manuais;
Comunicação;
Leitura;
Acessibilidade ao computador.
Como vimos, a tecnologia assistiva tem contribuído muito para que a pessoa com deficiência visual tenha cada vez mais autonomia e qualidade de vida.
Além de facilitar as atividades cotidianas, esses dispositivos acabam proporcionando o acesso aos recursos oferecidos pelo meio social e a apropriação das experiências da própria cultura, fundamentais nos processos de aprendizagem e desenvolvimento.
A tecnologia assistiva está em constante aprimoramento, passando sempre por inovações. E, além de ser um direito, a acessibilidade favorece as interações e o combate aos preconceitos!
Gostou do conteúdo? Aproveite e leia: Quais requisitos preciso cumprir para abrir uma clínica oftalmológica?
Continue acompanhando nosso blog para mais informações e conteúdos e até a próxima!
Atendimento Humanizado: o que é e por que faz diferença no tratamento?

Na maioria das vezes, ao buscar uma clínica oftalmológica ou qualquer outra instituição de saúde, o paciente está fragilizado e inseguro. Logo, a forma como ele é acolhido no atendimento, desde o primeiro contato, faz toda diferença!
No conteúdo de hoje, vamos falar sobre o conceito do atendimento humanizado ao paciente e te mostrar como algumas atitudes do médico impactam nos resultados dos tratamentos. Acompanhe!
Leia também: Paciente cirúrgico: o que ele busca em uma clínica oftalmológica?
O que é a humanização no atendimento?
Para entender melhor a importância da humanização no atendimento, é preciso entender que muitas vezes o paciente não busca apenas uma solução para o seu problema de saúde ocular, mas também o alívio e conforto pessoal.
Isso porque, quando uma pessoa tem determinada doença ou mesmo um desconforto simples, ela pode ficar emocionalmente desestabilizada, gerando consequências emocionais, econômicas, sociais e espirituais, em maior ou menor grau.
Em vista disso, o atendimento humanizado está ligado à forma como o paciente é tratado, desde a sua entrada em uma unidade de saúde até a sua saída.
Isto é, o atendimento humanizado é a forma como os oftalmologistas atendem os pacientes, pensando na união entre qualidade de atendimento e clínica, oferecendo conforto, tranquilidade e segurança.
O médico deve ser capaz de sentir e lidar com todas as preocupações e inseguranças do paciente, dando atenção verdadeira e esclarecendo dúvidas e incômodos, por menores que eles sejam em relação ao quadro clínico.
Aqui cabe uma observação extremamente importante: a humanização do atendimento ao cliente não é uma responsabilidade exclusiva do médico, mas de toda a equipe que está trabalhando no momento.
É preciso que todos os funcionários da clínica ou consultório proporcionem um tratamento individualizado e respeitoso ao paciente, oferecendo, além de atenção e respeito, uma infraestrutura adequada para atendimento às necessidades específicas.
Qual é a importância do atendimento humanizado?
A relação do médico e paciente, no geral, se resume em consultas, exames, diagnósticos e procedimentos. Porém, como citamos acima, o paciente nem sempre busca apenas uma maneira rápida de solucionar seu problema. Ele também espera que o médico o atenda de forma amigável, confiável e única, respeitando suas particularidades.
Segundo o Ministério da Saúde, a humanização é a valorização dos usuários, trabalhadores e gestores no processo de produção de saúde, por meio da criação de vínculos solidários, da responsabilidade compartilhada e da participação coletiva nos processos de trabalho, objetivando a mudança na cultura da atenção aos pacientes.
Existem alguns pontos muito positivos que definem o atendimento humanizado. Veja a seguir!
Entender a dor do paciente
Cada pessoa que passa pelo consultório ou clínica tem suas dificuldades em particular, e ter empatia para compreender isso, oferecendo assim um atendimento personalizado e eficiente, é o principal pilar do atendimento humanizado.
Pode ter certeza de que uma pessoa que sente confiança no profissional certamente terá resultados melhores com os tratamentos propostos. Por isso, é essencial explicar muito bem ao paciente qual a doença em questão, as causas e as formas de tratamento.
Assim, o paciente tem a certeza de que terá uma boa experiência, independentemente do momento em que ele possa estar.
Melhorar as respostas aos tratamentos propostos
Um atendimento humanizado também deixa o paciente mais otimista em relação aos tratamentos.
Então, se ele for encorajado a enfrentar todas as etapas com otimismo, é possível que ele consiga ter um procedimento médico muito mais seguro e eficiente.
Quando a equipe trata o paciente com carinho e considera suas questões individuais, como condição familiar, histórico psicológico, razões socioculturais, medos, angústias e limitações, consegue que ele abrace o tratamento oferecido com maior confiança e abertura!
O que deve ser oferecido no atendimento humanizado?
É importante entender que o atendimento humanizado envolve não apenas bons profissionais, como também procedimentos, normas, regras e infraestrutura que atendam às necessidades dos pacientes.
Confira a seguir os pontos que devem ser apresentados aos usuários nesse processo de atendimento:
Ética profissional;
Tratamento individualizado;
Cuidado realizado com empatia;
Respeito à intimidade e às diferenças;
Infraestrutura adequada.
Como implementar esse conceito?
Agora que entendemos o quanto é importante e fundamental o tratamento humanizado, é preciso garantir que o tratamento seja feito conforme as expectativas e necessidades de cada paciente.
Portanto, para que o cuidado seja efetivo e traga resultados positivos, além de estabelecer uma comunicação com o paciente, ouvir, compreender e buscar proximidade e confiança necessária para realizar o melhor tratamento, existem outras ações indispensáveis para implementar o atendimento humanizado nas clínicas ou consultórios de oftalmologia.
Entre elas, podemos destacar:
Oferecer vários canais de atendimento;
Treinar constantemente a equipe de atendimento;
Reduzir filas e tempo de espera;
Permitir acompanhamento dos familiares;
Garantir que os direitos dos pacientes sejam assegurados;
Facilitar e ampliar o acesso à informação para os pacientes.
Como vimos, o atendimento humanizado nas clínicas e consultórios pode fazer toda diferença!
O seu consultório já oferece um atendimento humanizado ou você ainda está buscando implementar essa prática?
Aproveite que agora você já conhece tudo sobre a humanização no atendimento à saúde e não poupe esforços para melhorar a vida dos pacientes!
Saiba que todas as mudanças vão ensinar e somar à carreira dos médicos oftalmologistas, recepcionistas, profissionais da limpeza, seguranças e outros.
Até a próxima! 😊
Medicina oftalmológica: como a tecnologia mudou esse mercado?

Assim como em diversas outras áreas da medicina, a oftalmologia também tem as suas subespecialidades divididas, isso porque as partes que envolvem a nossa visão são muito mais complexas do que podemos imaginar.
A neuroftalmologia e a oftalmologia, por exemplo, são dois ramos diferentes, que tratam a saúde dos olhos de forma distinta.
Pensando nisso, selecionamos quatro principais distúrbios neuro-oftálmicos que todo oftalmologista deve estar atento, pois podem representar risco de vida ao paciente. Confira a seguir!
Qual a diferença entre neuroftalmologia e oftalmologia?
Resumidamente, podemos dizer que o médico oftalmologista trata das doenças, problemas e alterações que acontecem nos olhos e que têm origem na região da visão.
Já o neuro-oftalmologista é o médico que trata das manifestações oculares relacionadas a problemas do sistema nervoso central que afetam o nervo óptico.
O nosso globo ocular é conectado ao sistema nervoso central por meio do nervo óptico, e toda e qualquer alteração que ocorre nesse sistema é especialidade do neuroftalmologista.
4 principais problemas de neuroftalmologia que todo oftalmologista deve estar atento!
1 – Perda de visão aguda e dolorosa
A perda de visão geralmente considerada aguda se desenvolve dentro de alguns minutos a alguns dias. Ela pode afetar um ou ambos os olhos ou parte de um campo visual.
A perda visual aguda requer avaliação e tratamento urgentes. Nestas circunstâncias, é essencial identificar se a perda visual é devida a um distúrbio ocular, especialmente uma doença da retina, ou a uma neuropatia óptica.
Os sintomas mais comuns são perda visual intermitente ou constante, novas dores de cabeça, claudicação do maxilar e sensibilidade no couro cabeludo.
2 – Hemianopsia bitemporal dolorosa aguda
A hemianopsia bitemporal dolorosa aguda é a perda total ou parcial da metade lateral de ambos os campos visuais, sem atravessar a mediana vertical.
A hemianopsia bitemporal é sentida quando os lados externos dos olhos apresentam perda de visão repentina.
Isso ocorre quando a lesão cerebral está localizada onde os nervos ópticos se cruzam.
3 – Oftalmoplegia dolorosa aguda
A oftalmoplegia internuclear é o comprometimento dos movimentos horizontais dos olhos causado por lesão em certas conexões entre os centros nervosos no tronco cerebral, parte inferior do cérebro.
Pode ser unilateral ou bilateral.
Os primeiros sintomas incluem sensibilidade nos seios da face, dores de cabeça e rinorreia sangrenta ou purulenta.
4 – Anisocoria dolorosa aguda
A anisocoria é uma condição em que uma das pupilas fica maior do que a outra, mesmo quando existe o mesmo estímulo em ambas.
Quando a anisocoria ocorre, costuma apresentar sintomas como dores de cabeça, febre, desmaios, baixa da visão e outros.
Vale lembrar que esta lista traz apenas alguns exemplos das doenças que podem acometer os olhos e suas estruturas.
Por isso, em qualquer suspeita de alteração visual, o oftalmologista deve encaminhar seus pacientes ao neuro-oftalmologista para que ele possa diagnosticar e tratar o quanto antes a patologia.
Gostou do conteúdo? Continue acompanhando nosso blog para mais informações e novidades sobre o universo da oftalmologia!
Tchau!
Dicas de Neuroftalmologia que todo Oftalmologista deve saber!

Assim como em diversas outras áreas da medicina, a oftalmologia também tem as suas subespecialidades divididas, isso porque as partes que envolvem a nossa visão são muito mais complexas do que podemos imaginar.
A neuroftalmologia e a oftalmologia, por exemplo, são dois ramos diferentes, que tratam a saúde dos olhos de forma distinta.
Pensando nisso, selecionamos quatro principais distúrbios neuro-oftálmicos que todo oftalmologista deve estar atento, pois podem representar risco de vida ao paciente. Confira a seguir!
Qual a diferença entre neuroftalmologia e oftalmologia?
Resumidamente, podemos dizer que o médico oftalmologista trata das doenças, problemas e alterações que acontecem nos olhos e que têm origem na região da visão.
Já o neuro-oftalmologista é o médico que trata das manifestações oculares relacionadas a problemas do sistema nervoso central que afetam o nervo óptico.
O nosso globo ocular é conectado ao sistema nervoso central por meio do nervo óptico, e toda e qualquer alteração que ocorre nesse sistema é especialidade do neuroftalmologista.
4 principais problemas de neuroftalmologia que todo oftalmologista deve estar atento!
1 – Perda de visão aguda e dolorosa
A perda de visão geralmente considerada aguda se desenvolve dentro de alguns minutos a alguns dias. Ela pode afetar um ou ambos os olhos ou parte de um campo visual.
A perda visual aguda requer avaliação e tratamento urgentes. Nestas circunstâncias, é essencial identificar se a perda visual é devida a um distúrbio ocular, especialmente uma doença da retina, ou a uma neuropatia óptica.
Os sintomas mais comuns são perda visual intermitente ou constante, novas dores de cabeça, claudicação do maxilar e sensibilidade no couro cabeludo.
2 – Hemianopsia bitemporal dolorosa aguda
A hemianopsia bitemporal dolorosa aguda é a perda total ou parcial da metade lateral de ambos os campos visuais, sem atravessar a mediana vertical.
A hemianopsia bitemporal é sentida quando os lados externos dos olhos apresentam perda de visão repentina.
Isso ocorre quando a lesão cerebral está localizada onde os nervos ópticos se cruzam.
3 – Oftalmoplegia dolorosa aguda
A oftalmoplegia internuclear é o comprometimento dos movimentos horizontais dos olhos causado por lesão em certas conexões entre os centros nervosos no tronco cerebral, parte inferior do cérebro.
Pode ser unilateral ou bilateral.
Os primeiros sintomas incluem sensibilidade nos seios da face, dores de cabeça e rinorreia sangrenta ou purulenta.
4 – Anisocoria dolorosa aguda
A anisocoria é uma condição em que uma das pupilas fica maior do que a outra, mesmo quando existe o mesmo estímulo em ambas.
Quando a anisocoria ocorre, costuma apresentar sintomas como dores de cabeça, febre, desmaios, baixa da visão e outros.
Vale lembrar que esta lista traz apenas alguns exemplos das doenças que podem acometer os olhos e suas estruturas.
Por isso, em qualquer suspeita de alteração visual, o oftalmologista deve encaminhar seus pacientes ao neuro-oftalmologista para que ele possa diagnosticar e tratar o quanto antes a patologia.
Gostou do conteúdo? Continue acompanhando nosso blog para mais informações e novidades sobre o universo da oftalmologia!
Tchau!
Clínicas oftalmológicas pós-crise: o que mudou?

Estamos no meio de 2021 e já conseguimos visualizar o cenário das clínicas oftalmológicas pós-pandemia.
Todos os setores foram afetados, de alguma forma, pela aceleração de uma tendência que vinha se solidificando há anos: a digitalização dos serviços. E uma coisa é certa: voltar aos velhos padrões de comportamento já não é mais possível!
A área da saúde talvez tenha sido um dos setores mais atingidos e modificados. A telemedicina veio para ficar e o paciente ganhou uma nova categoria de compreensão sobre a importância do serviço de saúde. Além de digital, o cliente se tornou mais exigente em relação à qualidade de entrega.
Para se ajustar ao novo momento é fundamental compreender as novas maneiras de consumir informação.
Leia também: 5 passos para guardar dinheiro e abrir a sua clínica
O que se leva de aprendizado neste pós-crise?
Apesar de tudo, para as clínicas oftalmológicas, as perspectivas são boas para o próximo ano, especialmente para quem tiver percepção e visão de futuro.
Conforme as pessoas retomam suas rotinas normais, a procura por serviços de saúde julgados como “não essenciais” ou “urgentes” será maior, como é o caso da oftalmologia.
Pensando nisso, separamos 5 conquistas e aprendizados que te ajudarão a seguir com mais segurança para os anos seguintes!
Sensação de segurança
A sensação de segurança foi uma das principais mudanças causada pela COVID-19. A partir de agora, os olhos estarão o tempo todo atentos a normas, protocolos de higiene, uso correto de EPIs e muitos outros termos que a população geral sequer havia tido contato anteriormente.
Nas clínicas oftalmológicas isso não pode ser perdido de vista! Manter a inflexibilidade com normas de higiene e segurança será ainda mais valorizado.
Além disso, passar informações precisas e tratar o paciente como protagonista da sua própria condição de saúde será fundamental.
Muitas pessoas passaram a ter um interesse maior por temas que envolvem a saúde e, quanto mais informações você passar, maior será a sensação de segurança no tratamento do seu paciente.
Hábito de compartilhar
O compartilhamento é uma tendência que ainda segue forte, porém modificada. A prática de compartilhar carros, serviços, espaços e equipamentos foi afetada pela sensação de que tudo que é dividido pode ser fonte de contaminação.
Eventualmente, esse hábito irá voltar assim que o ápice do vírus passar. Contudo, evoluir em padrões de higiene para que a sensação de segurança se mantenha é necessário e muito importante.
Sendo assim, esse pensamento vale para tudo que não for descartável e possa ser compartilhado entre os pacientes. Áreas comuns, equipamentos, aparatos não descartáveis, etc. Tudo deve ser exaustivamente higienizado e, de preferência, na frente do paciente!
Relação de proximidade
Depois que o digital foi estabelecido como parte de nossas vidas, sentimos a necessidade de estarmos próximos, mesmo com a distância.
Lives, vídeos e até mesmo consultas podem ser feitas diretamente da casa de cada médico, gerando uma sensação de proximidade e segurança, o que agrada os pacientes.
Por isso, o oftalmologista que pretende se destacar nos novos tempos precisa passar ao paciente a sensação de proximidade, para o que precisar, ao alcance de um clique.
Novas tecnologias
Precisamos entender que o conceito de “quanto mais digital melhor” é uma ideia que vai permanecer, provavelmente, para sempre.
Para as clínicas oftalmológicas, essa concepção vai muito além das teleconsultas.
Desde a marcação de consultas, confirmação, pagamento e receituário, tudo hoje pode, e deve, ser digital!
Dar acesso e autonomia, oferecer dados e trabalhar com estatísticas agrada o paciente do futuro.
Gastos em saúde
Uma boa notícia é que, junto dessas mudanças, os gastos em saúde devem aumentar.
O susto com tudo o que aconteceu, e está acontecendo, acendeu um alerta nas pessoas sobre a necessidade de cuidar com urgência da própria saúde.
Estar bem fisicamente está mais “na moda” do que nunca! Um bom médico oftalmologista precisa entender esse movimento e oferecer serviços para esse novo paciente e, dessa forma, estabelecer uma relação duradoura de confiança.
E você, está se preparando para os próximos anos? Uma coisa sabemos, mesmo com todas as dificuldades, nosso departamento não pode parar!
Espero que você tenha gostado do conteúdo. Continue acompanhando nosso blog para mais informações e até a próxima! 😊
Oftalmologia na prática: o que você precisa saber antes de se especializar

Você sabia que a oftalmologia é a 9ª especialidade com mais médicos no Brasil? De acordo com a pesquisa Demografia Médica no Brasil 2020, apenas na última década, estima-se que 180 mil novos médicos estejam registrados nos conselhos regionais de medicina.
Consequentemente, com o aumento do número de profissionais se formando em graduação, o número de vagas em Residência Médica também cresceu: 80% entre 2010 e 2019. Isto é, para aqueles que querem se tornar especialistas, inclusive em oftalmologia, a concorrência é grande.
Por isso, quanto mais cedo a escolha da área a seguir for feita, melhor o acadêmico pode se preparar.
Preparamos um guia para te ajudar a entender se a residência em oftalmologia é a certa para você. Confira!
Você também pode se interessar: 5 passos para guardar dinheiro e abrir sua clínica.
A importância do oftalmologista
A especialização médica em oftalmologia é atribuída ao estudo e tratamento de doenças e problemas de refração apresentados pelo olho. Logo, o oftalmologista é o médico responsável por estudar, diagnosticar e tratar as disfunções do sistema visual.
Isto é, assim como os outros médicos, o oftalmologista é responsável por cuidar da saúde do paciente. Porém, diferente dos outros médicos, este especialista não apenas oferece apenas uma vida mais saudável, mas também permite que a pessoa veja o mundo de outra forma.
Por essa e várias outras razões é que o oftalmologista, também chamado de oftalmo, pode fazer muita diferença na vida de uma pessoa!
Formação profissional e residência
Em primeiro lugar, para se tornar um oftalmologista é necessário cursar medicina. A graduação dura 6 anos e engloba capacidades profissionais por meio de aulas teóricas e práticas.
O outro requisito para completar a formação é concluir a residência médica. Neste caso, é uma residência de acesso direto, sem pré-requisitos, e dura 3 anos.
Durante esse período, o médico terá contato com as diferentes formas de atuação dentro da especialidade: atendimento ambulatorial, emergencial, cirurgias de refração, catarata, glaucoma, entre outras.
Além disso, ao longo da formação, os residentes têm matérias como:
Anatomia;
Optometria;
Microbiologia;
Neuroanatomia;
Técnica cirúrgica;
Cirurgia oftalmológica;
Óptica física/fisiológica;
Oftalmologia preventiva;
Imunologia e parasitologia;
Fisiologia do olho e da visão.
Atuação e mercado de trabalho
O oftalmologista pode atuar na área clínica ou hospitalar, em redes públicas e privadas. Uma outra opção é seguir carreira acadêmica, realizando pesquisas e exercendo atividades em universidades.
Existem, também, as chamadas subespecialidades em que o médico pode se dedicar, como, por exemplo, a oftalmopediatria, plástica ocular e cirurgia refrativa.
Além disso, o profissional pode aprofundar conhecimentos em doenças orbitárias, doenças das vias lacrimais, estrabismo, glaucoma, catarata e em problemas da retina.
Vale lembrar que a prática da oftalmologia demanda gosto pela medicina e pelas ciências biológicas, da faculdade até a rotina de trabalho. Por isso, um profissional da saúde tem que ter disponibilidade para o estudo, facilidade e sensibilidade para lidar com as pessoas e capacidade de observação. Assim, é possível acompanhar os pacientes e fazer a diferença no dia a dia!
Quanto ganha um oftalmologista?
Atualmente, a média salarial de um Médico Oftalmologista é de R$ 5.088,12 para uma jornada de trabalho de 19 horas semanais, de acordo com pesquisas realizadas com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o CAGED.
Oftalmologista x oculista
É bem comum que a atividade do oftalmologista seja confundida com a de um oculista. Porém, existem diferenças significativas entre as duas profissões.
Conforme mencionamos acima, o médico especializado em oftalmologia analisa as doenças relacionadas ao olho e à visão. Assim, ele receita os possíveis tratamentos.
Já o oculista é responsável por ler e interpretar essas receitas. Ele produz e cuida da manutenção das lentes e dos óculos, além de orientar os pacientes sobre as características do produto para melhor adaptação de acordo com prescrição médica.
Gostou do texto? Continue acompanhando nosso blog para mais conteúdos como esse!
Até a próxima! 😊