Lâmpada de fenda: um guia completo de como utilizar

A lâmpada de fenda é um equipamento indispensável para o exame ocular e o diagnóstico de patologias oftalmológicas.

Apesar de possuir uma grande utilização em consultórios e clínicas de oftalmologia, a lâmpada de fenda requer um método correto para que o exame seja realizado com precisão e conforto para o paciente.

Elaboramos esse artigo sobre o modo correto de utilizar a lâmpada de fenda e também um pouco sobre esse equipamento que é um grande facilitador dos diagnósticos oftalmológicos. Continue conosco!

Como funciona a lâmpada de fenda?

A lâmpada de fenda, também chamada biomicroscopia, é um equipamento formado pela combinação de um microscópio e uma lâmpada.

A lâmpada presente no equipamento emite uma luz de alto brilho para realizar a análise das estruturas internas e externas dos olhos.

A partir da lâmpada de fenda, é possível analisar córnea, íris, cristalino, nervo óptico, retina, dentre outros. Isso dá a possibilidade de precisão para um diagnóstico de doenças oculares, como catarata, glaucoma, lesões da córnea e até mesmo descolamento de retina.

Como utilizar corretamente a lâmpada de fenda?

Para que o exame com a lâmpada de fenda seja realizado corretamente e permita um diagnóstico assertivo, existe um método adequado de utilizar o equipamento. O posicionamento do paciente e do profissional é fundamental.

Veja a seguir os pontos de atenção e os processos corretos para utilizar a lâmpada de fenda com total precisão.

Posição adequada

Tanto o profissional como o paciente precisam estar em uma posição confortável para a realização assertiva do exame.

Profissional:

O médico oftalmologista deve sentar em frente ao paciente e colocá-lo na posição adequada. A lâmpada de fenda deve ser ajustada na altura correta do profissional, já que durante o exame esse ajuste é mais difícil.

Manter atenção à ergonomia no momento de realizar o exame pode evitar desconforto ao profissional e problemas futuros que podem comprometer sua saúde e também a qualidade do exame.

A altura da cadeira deve permitir que o profissional fique confortável e ajuste a mesa para que ele se mantenha em posição ereta durante o exame.

Paciente:

O paciente precisa estar em uma posição confortável para conseguir manter os olhos abertos para olhar nas direções solicitadas ou ficar imóvel.

Antes de disponibilizar a lâmpada de fenda para o paciente, é importante higienizar o apoio para o queixo, o tonômetro de aplanação e a tira superior com as alças.

Caso o aparelho esteja utilizando protetor de queixo, é importante realizar a troca entre um paciente e outro.

O queixo do paciente precisa encaixar no copo e a testa em contato com a cinta superior. Os olhos do paciente devem ser alinhados de acordo com as marcações na lateral que estabilizam a cabeça do paciente.

Manter a cabeça do paciente estabilizada nos locais adequados do equipamento evita falhas e prolongamento no exame, já que é necessário reposicionar o paciente.

Oriente o paciente sobre as ações necessárias durante o exame. Isso evita desconforto. Em seguida, posicione a cadeira do paciente para ajustar a altura correta.

Abordagem inicial

Ao iniciar o exame com a lâmpada de fenda, o profissional deve realizar uma análise geral do paciente. É importante manter uma ampliação menor e investigar as estruturas superficiais.

Após esse processo, deve-se iniciar a análise das estruturas mais profundas dos olhos. Isso facilita a detecção de problemas e diagnósticos precipitados ou errôneos.

Dilatação da retina

A dilatação da retina é geralmente efetuada com colírios para esse fim. Isso facilita identificar a retina durante o exame com a lâmpada de fenda.

É importante ressaltar que cada lente possui uma distância adequada para o olho e a lâmpada de fenda. Uma dica para praticar a identificação da retina é realizar exames em pacientes mais jovens e com olhos saudáveis.

Em pacientes mais idosos e que já apresentam doenças oculares, como catarata, por exemplo, a identificação da retina pode ser mais difícil, já que a doença pode dificultar a visualização do fundo da estrutura.

Para iniciar o exame em casos de retina dilatada, é preciso utilizar uma iluminação mais fraca, já que uma luz mais forte deixa o paciente desconfortável e dificulta o exame.

É importante utilizar um feixe curto, entre 5 a 6 mm de altura, para diminuir a fotofobia do paciente, e outro com mais amplitude, entre -1,5 a 2 mm de largura, que auxiliará a visão do profissional durante o exame.

Após o ajuste dos feixes de luz, deve-se posicionar a lente de 5 a 7 mm do olho do paciente, segurando pelo indicador e polegar. Os demais dedos seguram a contra tira superior. Após esse posicionamento, é preciso girar para posicionar a viga.

É preciso alinhar o feixe da lâmpada de fenda de modo que ele fique perpendicular ao olho do paciente, focando na pupila. Através da lâmpada de fenda, é possível verificar um reflexo vermelho e o feixe de luz se movimentando entre o centro da pupila e a íris, mantendo o foco.

Quando o recuo da lâmpada de fenda inicia, é possível ver um brilho vermelho nebuloso, que apresenta mais nitidez durante o foco. Pode-se também alterar o ângulo da lente e a distância do olho para melhorar ainda mais a nitidez da imagem.

Após o exame da retina, basta ajustar a lâmpada de fenda para realizar a análise completa da visão. Ainda é possível ajustar a lâmpada de fenda de baixo para cima ou da esquerda para direita.

Pacientes que apresentam fotofobia ou ptose, sendo a queda da pálpebra, podem precisar que a mesma seja segura pelos dedos durante o exame.

Nervo óptico sem dilatação

O uso da lâmpada de fenda em exames com nervo óptico sem dilatação é muito utilizado em pacientes com glaucoma. A dilatação pode provocar aumento da pressão interna do olho.

Logo, para utilizar a lâmpada de fenda, é preciso selecionar um feixe menor, que vai reduzir o brilho refletido na íris. Pode iniciar com um feixe de largura 1,3 mm e altura de 3 mm.

O paciente deve manter um olhar de 15 a 20° no olho que está sendo analisado. Isso permite que o nervo óptico fique mais evidente para o profissional.

Os mesmos passos devem ser seguidos para o exame da retina, lembrando que a visão pode assumir o tamanho da cabeça do nervo óptico.

Movimentação dos olhos

Movimentar os olhos durante o exame com a luz de fenda pode ser um pouco difícil. Para tanto, é interessante não mover o joystick ou a lente, e sim o joystick presente na lâmpada de fenda com a lente. Essa movimentação deve ser lenta e direcionada para o ponto desejado.

Essa técnica é bastante utilizada em casos de exames sem dilatação para análises do fundo de olho e mácula.

Medida da pressão intraocular por aplanação

Para medir a pressão intraocular por aplanação durante o exame com a lâmpada de fenda, basta seguir os passos abaixo:

Aplicar o corante fluorescente.
Limpar a ponta da aplanação ou realizar a troca.
Girar o feixe de luz a 45° da linha média e girar o aplicador até sentir o clique.
Ajustar o prisma para ficar focado na linha média.
Girar a lâmpada para a configuração azul e aumentar o brilho totalmente.
Observe se os oculares permitem a visão para o prisma horizontal.
Faça a inclinação da alavanca completamente para trás.
Avance para 3 a 5 mm da córnea.
Acione a alavanca de controle para frente, utilizando o controle fino para se movimentar pela córnea.
Os procedimentos acima realizados corretamente permitem a visão dos espelhos.

A lâmpada de fenda é, sem dúvidas, um equipamento indispensável para profissionais oftalmologistas. Para permitir o diagnóstico preciso de diversas doenças, é possível iniciar um tratamento mais efetivo.

Apesar de parecer complexa, a lâmpada de fenda é um dos facilitadores para o diagnóstico de doenças oculares. Esperamos ter ajudado sobre a utilização correta da lâmpada de fenda com este artigo.

Eyetec é especialista em lâmpada de fenda!

A Lâmpada de Fenda de 3 ou 5 aumentos Eyetec é moderna, prática e feita com material de muita qualidade!

Equipada com o que há de mais moderno no mercado, o resultado não poderia ser outro: ela entrega uma visão satisfatória do exame, permitindo diagnósticos precisos, tratamento seguro para o paciente e impressionantes resultados de imagem.

Além disso, é possível também anexar o incrível sistema de vídeo Aymed. Com esse sistema, ele torna o exame muito mais prático, fácil e dá aquele toque de modernidade.

Para adquirir as melhores soluções em lâmpadas de fenda, a solução é Eyetec!

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Oftalmoscópio Binocular Indireto – Sistema de vídeo inovador!

O Oftalmoscópio Binocular Indireto (OBI) é um equipamento usado no exame de mapeamento de retina, que permitirá a avaliação da retina, parte interna do globo ocular, dos vasos, nervo óptico, área macular e periferia da retina.

O médico utiliza o OBI, que é preso em sua cabeça, e com um jogo de lentes, diafragmas e condensadores, ele obtém uma imagem invertida, porém com uma área maior da região ocular.

O objetivo desse exame é detectar presença de opacidade de meios, como vitreíte e hemorragia vítrea, defeitos ou rasgos retinianos, acompanhados ou não de descolamento de retina, presença de tumores, névus e vasculopatias.

Oftalmoscópio binocular indireto Eyetec

O OBI da Eyetec é um equipamento leve e confortável que está disponível em três modelos:

Oftalmoscópio OSF 1.0;
Oftalmoscópio OBI LED;
Oftalmoscópio OBI – OSF.

Os três modelos possuem mecanismos reforçados que garantem controles macios e precisos para ajustes suaves de todos os seus movimentos, além de um capacete leve e confortável.

Sistema de vídeo EyeCam

EyeCam é o sistema de vídeo Eyetec, que pode ser acoplado em qualquer um dos nossos modelos atuais.

Realiza o mapeamento auxiliado por um software que garante economia de tempo e praticidade!

Além disso, os vídeos podem ser gravados no computador ou no cartão de memória para análises posteriores, e os desenhos e anotações podem ser feitos direto no software.

Tecnologia LED

Uma das grandes vantagens do OBI Eyetec é a sua baixa manutenção e maior durabilidade, já que seu dispositivo de iluminação não é lâmpada incandescente, com filamento, e sim um potente LED, o Super LED.

Possui também feixe luminoso com 2 baterias recarregáveis de alta duração e aparato em resina de alto impacto, que oferece ampla e nítida imagem do fundo do olho, possibilitando excelente diagnóstico.

Eyetec pioneira no Brasil no desenvolvimento de equipamentos oftálmicos!

A Eyetec é uma empresa brasileira, com capital 100% nacional, idealizada dentro da Universidade de São Paulo (USP) por engenheiros, técnicos e pesquisadores.

Com constantes investimentos e parcerias com os oftalmologistas mais renomados do mercado, colaborando com feedbacks e análises sobre nossos produtos, conseguimos competir em igualdade com empresas multinacionais!

Em nosso portfólio, contamos com uma linha completa de equipamentos para diagnóstico de doenças oculares, presentes na maioria das clínicas oftalmológicas, hospitais e instituições de ensino.

No nosso site você pode conferir todas as especificações técnicas do Oftalmoscópio Binocular Indireto.

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Oftalmoscópio Direto e o Indireto: entenda as diferenças!

A terapia antiangiogênica é um procedimento cada vez mais utilizado no tratamento de doenças que afetam a retina.

Essa técnica surgiu nos anos 2000 e trata-se da aplicação de fármacos que diminuem a proliferação e a permeabilidade de vasos sanguíneos no interior dos olhos. Isto é, esse tratamento interrompe o crescimento de vasos anormais para dentro da retina.

Vamos conhecer um pouco sobre a terapia antiangiogênica? Continue lendo!

Leia também: Problemas nos olhos? Conheça os principais exames para avaliar a saúde de sua retina.

Como funciona?

O procedimento é simples e rápido, porém necessita de cuidado, pois é invasivo.

A aplicação é realizada com anestesia local, por meio de colírio ou anestésico injetado sob a conjuntiva, e raramente causa dor.

Além disso, o uso de um colírio com iodopovidona diminui consideravelmente o risco de endoftalmite, como é denominada a infecção no interior do olho.

O número de aplicações pode variar de acordo com a doença ocular e a resposta do paciente ao tratamento.

Geralmente, inicia-se o tratamento com 3 aplicações no olho afetado, em intervalos mensais. Depois, realiza-se nova avaliação no consultório, com exames complementares, para observar a necessidade de novas aplicações ou de acompanhamento periódico.

Doenças tratadas pela terapia

Muitas doenças são beneficiadas com o tratamento por meio da injeção intravítrea de antiangiogênico.

Listamos algumas que fazem parte do dia a dia dos brasileiros. Veja:

Degeneração macular relacionada à idade

Conhecida também como degeneração macular relacionada à idade, ou DMRI, essa doença ocorre quando a mácula, uma pequena área da retina responsável pela visão dos detalhes, acaba se degenerando graças à idade.

Nesta doença, são formados neovasos abaixo da retina, causando embaçamento visual e manchas pretas no centro da visão.

Retinopatia diabética

Uma das principais causadoras de cegueira em diabéticos, a retinopatia diabética consiste em alterações nos vasos sanguíneos da retina.

As anormalidades podem fazer com que os vasos se rompam, liberando sangue ou fluidos na cavidade vítrea e na região macular, causando graves problemas e até mesmo a perda total da visão.

Edema macular diabético

O edema macular diabético é uma complicação da doença citada acima.

Se o diabetes não for tratado, há possibilidade de a retinopatia evoluir para um edema. No início, não apresenta sintomas, mas é preciso ficar atento a imagens distorcidas, imagens borradas e dificuldade em enxergar cores.

Pós-terapia

O paciente é liberado depois do procedimento, com a recomendação de contatar imediatamente o seu oftalmologista caso tenha dor, diminuição da visão ou secreção ocular nos dias seguintes.

Se for o caso, o uso de antibióticos tópicos oculares é controverso. Como eles podem alterar a flora conjuntival e promover resistência bacteriana, a recomendação é não os utilizar.

Vantagens do procedimento

A retina é a parte mais isolada e de difícil acesso para medicamentos, devido à sua posição dentro do globo ocular.

Por isso, a principal vantagem deste tipo de procedimento é a eficácia da injeção para adentrar a cavidade intraocular.

Além disso, a recuperação é rápida, não é necessária internação e é rara a ocorrência de complicações.

A terapia antiangiogênica só pode ser aplicada por um retinólogo. Procure sempre um médico oftalmologista para realizar exames de rotina!

Eyetec – uma empresa 100% nacional!

A Eyetec conta com uma linha completa de equipamentos para diagnóstico.

Estamos presentes na maioria das clínicas oftalmológicas, hospitais e instituições de ensino. Temos parcerias com os oftalmologistas mais renomados do mercado, colaborando com feedbacks e análises sobre nossos produtos.

Acesse nosso site e saiba mais: https://www.eyetec.com.br.

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Terapia Antiangiogênica: Você conhece esse tratamento?

A terapia antiangiogênica é um procedimento cada vez mais utilizado no tratamento de doenças que afetam a retina.

Essa técnica surgiu nos anos 2000 e trata-se da aplicação de fármacos que diminuem a proliferação e a permeabilidade de vasos sanguíneos no interior dos olhos. Isto é, esse tratamento interrompe o crescimento de vasos anormais para dentro da retina.

Vamos conhecer um pouco sobre a terapia antiangiogênica? Continue lendo!

Leia também: Problemas nos olhos? Conheça os principais exames para avaliar a saúde de sua retina.

Como funciona?

O procedimento é simples e rápido, porém necessita de cuidado, pois é invasivo.

A aplicação é realizada com anestesia local, por meio de colírio ou anestésico injetado sob a conjuntiva, e raramente causa dor.

Além disso, o uso de um colírio com iodopovidona diminui consideravelmente o risco de endoftalmite, como é denominada a infecção no interior do olho.

O número de aplicações pode variar de acordo com a doença ocular e a resposta do paciente ao tratamento.

Geralmente, inicia-se o tratamento com 3 aplicações no olho afetado, em intervalos mensais. Depois, realiza-se nova avaliação no consultório, com exames complementares, para observar a necessidade de novas aplicações ou de acompanhamento periódico.

Doenças tratadas pela terapia

Muitas doenças são beneficiadas com o tratamento por meio da injeção intravítrea de antiangiogênico.

Listamos algumas que fazem parte do dia a dia dos brasileiros. Veja:

Degeneração macular relacionada à idade

Conhecida também como degeneração macular relacionada à idade, ou DMRI, essa doença ocorre quando a mácula, uma pequena área da retina responsável pela visão dos detalhes, acaba se degenerando graças à idade.

Nesta doença, são formados neovasos abaixo da retina, causando embaçamento visual e manchas pretas no centro da visão.

Retinopatia diabética

Uma das principais causadoras de cegueira em diabéticos, a retinopatia diabética consiste em alterações nos vasos sanguíneos da retina.

As anormalidades podem fazer com que os vasos se rompam, liberando sangue ou fluidos na cavidade vítrea e na região macular, causando graves problemas e até mesmo a perda total da visão.

Edema macular diabético

O edema macular diabético é uma complicação da doença citada acima.

Se o diabetes não for tratado, há possibilidade de a retinopatia evoluir para um edema. No início, não apresenta sintomas, mas é preciso ficar atento a imagens distorcidas, imagens borradas e dificuldade em enxergar cores.

Pós-terapia

O paciente é liberado depois do procedimento, com a recomendação de contatar imediatamente o seu oftalmologista caso tenha dor, diminuição da visão ou secreção ocular nos dias seguintes.

Se for o caso, o uso de antibióticos tópicos oculares é controverso. Como eles podem alterar a flora conjuntival e promover resistência bacteriana, a recomendação é não os utilizar.

Vantagens do procedimento

A retina é a parte mais isolada e de difícil acesso para medicamentos, devido à sua posição dentro do globo ocular.

Por isso, a principal vantagem deste tipo de procedimento é a eficácia da injeção para adentrar a cavidade intraocular.

Além disso, a recuperação é rápida, não é necessária internação e é rara a ocorrência de complicações.

A terapia antiangiogênica só pode ser aplicada por um retinólogo. Procure sempre um médico oftalmologista para realizar exames de rotina!

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Oftalmoscópio Binocular Indireto – Sistema de vídeo inovador!

O Oftalmoscópio Binocular Indireto (OBI) é um equipamento usado no exame de mapeamento de retina, que permite a avaliação da retina, parte interna do globo ocular, dos vasos, nervo óptico, área macular e periferia da retina.

O médico utiliza o OBI, que é preso em sua cabeça, e com um jogo de lentes, diafragmas e condensadores, obtém uma imagem invertida, porém com uma área maior da região ocular.

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Oftalmoscópio binocular indireto Eyetec

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Oftalmoscópio OSF 1.0;
Oftalmoscópio OBI LED;
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Os três modelos possuem mecanismos reforçados que garantem controles macios e precisos para ajustes suaves de todos os seus movimentos, além de um capacete leve e confortável.

Sistema de vídeo EyeCam

EyeCam é o sistema de vídeo Eyetec, que pode ser acoplado em qualquer um dos nossos modelos atuais.

Realiza o mapeamento auxiliado por um software que garante economia de tempo e praticidade!

Além disso, os vídeos podem ser gravados no computador ou no cartão de memória para análises posteriores, e os desenhos e anotações podem ser feitos direto no software.

Tecnologia LED

Uma das grandes vantagens do OBI Eyetec é a sua baixa manutenção e maior durabilidade, já que seu dispositivo de iluminação não é lâmpada incandescente, com filamento, e sim um potente LED, o Super LED.

Possui também feixe luminoso com 2 baterias recarregáveis de alta duração e aparato em resina de alto impacto, que oferece ampla e nítida imagem do fundo do olho, possibilitando excelente diagnóstico.

Eyetec pioneira no Brasil no desenvolvimento de equipamentos oftálmicos!

A Eyetec é uma empresa brasileira, com capital 100% nacional, idealizada dentro da Universidade de São Paulo (USP) por engenheiros, técnicos e pesquisadores.

Com constantes investimentos e parcerias com os oftalmologistas mais renomados do mercado, colaborando com feedbacks e análises sobre nossos produtos, conseguimos competir em igualdade com empresas multinacionais!

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Oftalmoscópio Direto e o Indireto: entenda as diferenças!

A oftalmoscopia, também conhecida como fundoscopia, é um exame que tem como objetivo observar a região posterior do globo ocular, que compreende a retina, o disco óptico, a coroide e os vasos sanguíneos ali presentes.

Esse exame detecta sinais de algumas afecções oculares, como glaucoma, auxilia no controle do aparecimento de alterações oftálmicas em diabéticos, com aterosclerose ou com pressão alta.

Este exame é realizado com o auxílio do oftalmoscópio, que permite avaliar a saúde da retina e do humor aquoso.

Uma breve história do oftalmoscópio

Em 1847, o matemático Babbage conseguiu fabricar uma ferramenta para enxergar a parte posterior ao olho humano. Esta ferramenta ganhou vida nova com Hermann von Helmholtz, em 1850, ele foi o primeiro homem a ver um fundo de olho “in vivo”. O termo “oftalmoscópio” surgiu somente em 1853, na Inglaterra.

Esse evento foi seguido, em 1852, pelo desenvolvimento do método da oftalmoscopia indireta por Ruete e, somente anos depois, o modelo de oftalmoscópio mais adequado possível, como o atual, foi criado.

O oftalmoscópio

Existem dois modos de visualização do fundo do olho: o direto e o indireto.

Veja a seguir a diferença entre eles:

Indireto

No modo indireto, o médico utiliza um equipamento monocular ou binocular que é preso em sua cabeça e, com um jogo de lentes, diafragmas e condensadores, obtém uma imagem invertida, porém com uma área maior da região ocular.

A técnica é chamada de indireta porque o fundo do olho é visto através de uma lente condensadora. A imagem neste método é formada perto do foco principal da lente, entre a lente e o observador.

O aumento da imagem na oftalmoscopia indireta é muito pouco afetado pelo erro de refração do paciente, mas é determinado pelo poder da lente condensadora.

A imagem é normalmente estereoscópica, exceto nos casos em que a pupila do paciente é muito pequena.

Oftalmoscópios binoculares indiretos modernos liberam 18 watts, o que permite imagens de fundo de olho com muito mais brilho.

Direto

No modo direto, o médico utiliza um oftalmoscópio comum, com um sistema de lentes que propicia somente um ângulo de visão entre 10° e 12°.

Esse modo fornece uma imagem direta, como o próprio nome diz. Aqui, a magnificação da imagem depende do erro de refração do olho do paciente.

Além disso, o brilho da imagem é baixo devido ao limitado poder de iluminação. Os que funcionam com pilhas dão mais ou menos meio watt de iluminação, já os instrumentos que funcionam com transformadores emitem quantidades maiores, mas nunca muitos watts a mais.

A imagem com o oftalmoscópio monocular direto não é, na verdade, estereoscópica. A distância de funcionamento do instrumento é de apenas algumas polegadas.

Como escolher o melhor oftalmoscópio?

Por se tratar de um aparelho de grande importância, é crucial que o oftalmoscópio tenha a melhor qualidade possível para realizar os exames com precisão e riqueza de detalhes.

A oftalmoscopia direta, pelo aumento excessivo da imagem, intensifica o efeito dessas aberrações e resulta em uma imagem borrada.

O pequeno aumento do oftalmoscópio indireto permite melhor poder de resolução.

Oftalmoscópio binocular indireto Eyetec!

Nosso oftalmoscópio binocular indireto é um equipamento pioneiro e consagrado no mercado. É o oftalmoscópio mais vendido em quase 3 décadas, sendo líder no mercado!

Conta com maior durabilidade, já que seu dispositivo de iluminação não é lâmpada incandescente, com filamento, e sim um potente LED, o Super LED.

Além disso, o equipamento é leve e confortável, permitindo ao examinador o uso por períodos prolongados sem causar fadiga.

Para mais informações sobre o oftalmoscópio da Eyetec, fale com a nossa equipe.

E então, gostou do tema deste post? Agora você já sabe para que serve o oftalmoscópio e entende a importância desse equipamento!

Continue acompanhando nosso blog para mais informações e até a próxima! 😊

Terapia Antiangiogênica: Você conhece esse tratamento?

A terapia antiangiogênica é um procedimento cada vez mais utilizado no tratamento de doenças que afetam a retina.

Essa técnica surgiu nos anos 2000 e trata-se da aplicação de fármacos que diminuem a proliferação e a permeabilidade de vasos sanguíneos no interior dos olhos. Isto é, esse tratamento interrompe o crescimento de vasos anormais para dentro da retina.

Vamos conhecer um pouco sobre a terapia antiangiogênica? Continue lendo!

Leia também: Problemas nos olhos? Conheça os principais exames para avaliar a saúde de sua retina.

Como funciona?

O procedimento é simples e rápido, porém necessita de cuidado, pois é invasivo.

A aplicação é realizada com anestesia local, por meio de colírio ou anestésico injetado sob a conjuntiva, e raramente causa dor.

Além disso, o uso de um colírio com iodopovidona diminui consideravelmente o risco de endoftalmite, como é denominada a infecção no interior do olho.

O número de aplicações pode variar de acordo com a doença ocular e a resposta do paciente ao tratamento.

Geralmente, inicia-se o tratamento com 3 aplicações no olho afetado, em intervalos mensais. Depois, realiza-se nova avaliação no consultório, com exames complementares, para observar a necessidade de novas aplicações ou de acompanhamento periódico.

Doenças tratadas pela terapia

Muitas doenças são beneficiadas com o tratamento por meio da injeção intravítrea de antiangiogênico.

Listamos algumas que fazem parte do dia a dia dos brasileiros. Veja:

Degeneração macular relacionada à idade

Conhecida também como degeneração macular relacionada à idade, ou DMRI, essa doença ocorre quando a mácula, uma pequena área da retina responsável pela visão dos detalhes, acaba se degenerando com a idade.

Nesta doença, são formados neovasos abaixo da retina, causando embaçamento visual e manchas pretas no centro da visão.

Retinopatia diabética

Uma das principais causadoras de cegueira em diabéticos, a retinopatia diabética consiste em alterações nos vasos sanguíneos da retina.

As anormalidades podem fazer com que os vasos se rompam, liberando sangue ou fluidos na cavidade vítrea e na região macular, causando graves problemas e até mesmo a perda total da visão.

Edema macular diabético

O edema macular diabético é uma complicação da doença citada acima.

Se o diabetes não for tratado, há possibilidade de a retinopatia evoluir para um edema. No início, não apresenta sintomas, mas é preciso ficar atento a imagens distorcidas, imagens borradas e dificuldade em enxergar cores.

Pós-terapia

O paciente é liberado depois do procedimento, com a recomendação de contatar imediatamente o seu oftalmologista caso tenha dor, diminuição da visão ou secreção ocular nos dias seguintes.

Se for o caso, o uso de antibióticos tópicos oculares é controverso. Como eles podem alterar a flora conjuntival e promover resistência bacteriana, a recomendação é não os utilizar.

Vantagens do procedimento

A retina é a parte mais isolada e de difícil acesso para medicamentos, devido à sua posição dentro do globo ocular.

Por isso, a principal vantagem deste tipo de procedimento é a eficácia da injeção para adentrar a cavidade intraocular.

Além disso, a recuperação é rápida, não é necessária internação e é rara a ocorrência de complicações.

A terapia antiangiogênica só pode ser aplicada por um retinólogo. Procure sempre um médico oftalmologista para realizar exames de rotina!

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Maculopatia: O que é? E quais os tipos existentes?

A mácula é a região da retina responsável pela visão de alta resolução, que permite enxergar os detalhes. As doenças que afetam essa região, chamadas de maculopatias, podem criar uma mancha central na visão do paciente, reduzindo a qualidade dessa visão de alta resolução.

A mácula tem um papel importante na visão central e qualquer alteração pode comprometê-la.

Continue lendo e saiba mais sobre os tipos e as causas da maculopatia!

Maculopatia diabética

A maculopatia diabética, também conhecida como edema macular diabético, pode afetar apenas a mácula ou toda a retina. É uma consequência da retinopatia diabética, causada pelas complicações da diabetes.

Essa doença é a principal causa de cegueira em pessoas com diabetes devido às alterações que provocam nos vasos sanguíneos da retina.

O tratamento depende do estágio da doença, que pode ser por fotocoagulação a laser, associada ou não a injeções de medicações intraoculares, o que pode estabilizar e melhorar a visão.

Maculopatia degenerativa

A maculopatia degenerativa, ou degeneração macular relacionada à idade, também conhecida como DMRI, é considerada uma das principais causas da perda de visão de um ou dos dois olhos em pacientes acima de 65 anos.

Está dividida em duas formas:

Seca: representa cerca de 90% dos casos e tem uma progressão mais lenta. Acontece quando não ocorre o derrame de fluido e sangue na retina.
Úmida: representa cerca de 10% dos casos e tem uma progressão mais rápida. Alguns vasos sanguíneos anormais crescem debaixo da retina, podendo derramar fluido e sangue, ocasionando edemas e danos na mácula.

Nos estágios iniciais, a doença não apresenta sintomas e o diagnóstico pode ser obtido através do exame de fundo de olho e consultas regulares ao oftalmologista.

Em estágio mais avançado, o paciente pode perceber distorções em imagens e a visão central fica escura. Normalmente, esse paciente é submetido a tratamentos à base de injeção de antiangiogênicos intraoculares, periodicamente.

Maculopatia miópica

Essa é outra doença da retina, secundária à alta miopia, acima de 6 dioptrias, e que pode ocasionar diversas alterações no fundo do olho.

Ela também pode estar ligada a outras patologias oculares, como glaucoma, descolamento de retina, catarata ou doenças sistêmicas, como a Síndrome de Stickler, Marfan e Ehlers-Danlos.

Os pacientes com esse tipo de maculopatia se queixam da visão embaçada. O tratamento pode ser feito com substâncias antiangiogênicas, em geral, para os casos em que ocorre a formação de uma neovascularização abaixo da mácula.

Maculopatia pós facectomia

A maculopatia pós facectomia, também chamada de edema macular cistóide, é caracterizada pelo acúmulo de líquidos na região macular, em aspecto de favo de mel ou estrelar.

É comum em pacientes que tiveram algum tipo de complicação cirúrgica, como cirurgias de catarata, por exemplo. O principal sintoma é a baixa acuidade visual.

Saiba mais sobre acuidade visual em: O que é o teste de acuidade visual?

Para que o tratamento seja bem-sucedido, é importante que a doença seja diagnosticada o mais breve possível e dependerá da gravidade.

As intervenções podem ser feitas com remédios anti-inflamatórios, corticóides ou anti-inflamatórios não hormonais, em geral de uso tópico, como colírios, ou injeções intraoculares de corticóide.

Maculopatia traumática

É mais comum acontecer após algum tipo de trauma, podendo levar ao desenvolvimento de buraco na mácula.

Em alguns casos, está mais relacionado aos danos do que com a intensidade do traumatismo. Quando acontecem hemorragias, buraco na mácula ou descolamento da retina, há necessidade de intervenção cirúrgica.

Maculopatia solar

A maculopatia solar é uma lesão na retina, causada após a observação direta do sol por mais de 90 segundos, que é o tempo máximo para não ocasionar lesões.

Isso pode ocorrer em um dia normal ou durante um eclipse solar sem a devida proteção de óculos de sol. A exposição à solda elétrica também pode causar esse tipo de problema.

Pacientes com essa doença podem apresentar os seguintes sintomas: redução na acuidade visual, metamorfopsias, distorção da visão, fotofobia, discromatopsia, alteração na visão de cores, escotomas, perda momentânea total ou parcial da visão, e dor nos olhos nas primeiras horas após a exposição.

Embora a lesão possa desaparecer entre uma e duas semanas, ela pode evoluir para a maculopatia com baixa visão, tornando importante a consulta com um especialista para diagnosticar a gravidade da lesão.

O tratamento dependerá do tipo, estágio e da forma como essa doença avança.

Como o Campímetro Solaris pode ajudar no diagnóstico da maculopatia?

O Campímetro Solaris foi desenvolvido para avaliar o campo de visão do paciente.

Em algumas doenças, como maculopatias, o campo de visão fica reduzido, e a forma de estabelecer essa perda é através da avaliação do campo de visão, possibilitando identificar a posição e a intensidade da perda.

Esse equipamento é controlado por um software que determina a sensibilidade das áreas visuais de cada olho através de um gráfico.

Os resultados dos exames podem ser em 3D, coloridos, tons de cinza ou numérico. Possui uma interface amigável, de fácil compreensão e em português!

Você pode conferir todas as especificações técnicas do Campímetro Solaris em nosso site: https://www.eyetec.com.br.

Como vimos, existe uma grande variação nos tipos de maculopatias, suas causas e tratamentos. Por isso, é importante obter equipamentos de empresas confiáveis, garantindo o diagnóstico correto e precoce de doenças oculares.

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Problemas nos olhos? Conheça os principais exames para avaliar a saúde de sua retina

A retina é uma fina estrutura do tecido nervoso que reveste a parte interna do olho. Ela contém milhões de células sensíveis à luz, como bastonetes e cones, além de outras células nervosas que recebem e organizam as informações visuais.

A retina envia essas informações ao cérebro por meio do nervo óptico, permitindo que você enxergue.

Quando esta estrutura é danificada, alguns problemas podem acontecer, tais como: fissuras, descolamento da retina, ruptura retiniana, retinopatia diabética, entre outras condições.

Existem tratamentos disponíveis para algumas doenças da retina. Dependendo da adversidade, os objetivos do tratamento podem ser: interromper ou retardar a doença, melhorar ou restaurar a visão.

Se não forem tratadas, algumas doenças da retina podem causar severa perda de visão ou cegueira. Sendo assim, nós da Eyetec sugerimos que procure seu oftalmologista para realizar uma avaliação completa sobre o seu caso.

Confira quais são os principais exames que você deve fazer para se prevenir!

Mapeamento da retina

O primeiro passo é analisar detalhadamente o interior da sua retina.

Este exame é feito por um equipamento chamado oftalmoscópio, no qual o examinador investiga e avalia mais detalhadamente a retina central e periférica, o nervo óptico, o humor vítreo e os vasos sanguíneos.

Retinografia

A retinografia é um exame que permite fotografar em alta resolução as regiões do fundo do olho, como retina, nervo óptico, coroide e vasos sanguíneos.

Dessa forma, é feita uma documentação fotográfica que possibilita acompanhar a doença e o tratamento.

Campimetria

A campimetria trata-se de um exame que ajuda a identificar e perceber problemas de visão e áreas sem visão do campo visual, mesmo que o paciente não note o problema.

Os resultados podem ser visualizados em até 4 formas diferentes: mapas numéricos em dB, escala intuitiva de pontos, tons de cinza ou mapas coloridos que identificam as regiões com perda de sensibilidade.

Tomografia de coerência óptica (OCT) e Angio-OCT

A tomografia de coerência óptica, também conhecida como OCT, é um exame que captura imagens do fundo do olho, no segmento posterior ocular.

Por meio de um foco de luz, o exame atinge as camadas da retina e registra, com alta resolução e em três dimensões, imagens de corte seccional das estruturas oculares.

Retina de pacientes com Covid-19 é identificada com lesões

A COVID-19 tem se alastrado e se proliferado de uma maneira muito acelerada e isso já não é mais uma novidade, até porque todos já estão tomando as medidas de prevenção e higiene diariamente a fim de se resguardar do vírus, não é mesmo?

No entanto, você sabia que o vírus “invadiu” também a área dos olhos, mais especificamente, a retina, causando lesões? Sim, é isso mesmo que você leu!

Até parece algo curioso ou fora do que estamos acostumados a ler ou ouvir a respeito da Covid, mas isso aconteceu e foi diagnosticado por uma pesquisa liderada pelo departamento de Oftalmologia do Centro Universitário Saúde ABC / Faculdade de Medicina do ABC (FMABC).

O caso teve tanta repercussão que foi publicado na revista científica do Reino Unido, a British Journal of Ophthalmology (BJO), referência mundial na área de saúde ocular.

Quer saber mais sobre este fato curioso? Continue a leitura e fique por dentro!

Como teve início o estudo?

Com a chegada da pandemia, médicos residentes e fellows da Oftalmologia da FMABC decidiram estudar o acometimento oftalmológico em pacientes com Sars-CoV-2, vírus causador da COVID-19.

Foram feitos vários estudos dentro da temática, inclusive com pesquisa de vírus na lágrima e de secreção conjuntival.

O principal achado, e considerado ponto central do estudo, é que as alterações retinianas descobertas podem sugerir complicações semelhantes em outros órgãos do corpo humano, o que facilita a compreensão da doença e favorece a escolha de um tratamento mais assertivo e eficaz aos pacientes.

Do que se trata o estudo da FMABC?

A partir da dilatação ocular, foram descobertas anormalidades em dez dos pacientes avaliados.

Os principais achados foram lesões vasculares agudas da retina interna, inclusive com hemorragias e lesões de padrão isquêmico, visíveis por manchas algodonosas e palidez setorial da retina.

Os exames foram feitos por câmera digital de fundo de olho e os pacientes foram avaliados por dois especialistas em retina.

Vale ressaltar que, até então, outros estudos clínicos feitos por pesquisadores brasileiros e estrangeiros haviam investigado manifestações oculares em pacientes com diagnóstico de Covid-19, mas estes foram predominantemente conduzidos após a alta hospitalar.

O ineditismo envolve a análise feita em pacientes ainda durante o período de internação em UTI.

Quais foram as conclusões dos especialistas do estudo?

“O que observamos na retina pode ser considerado um reflexo do que está acontecendo no resto do corpo do paciente. É aí que está a importância do exame e como os nossos resultados podem ajudar a melhorar a compreensão sobre a doença.”

As alterações microvasculares observadas na retina muito provavelmente estão acontecendo também nos pulmões, cérebro, rins e demais órgãos, desempenhando um papel importante na gravidade da doença.

Ao entendermos melhor os efeitos da Covid-19 no organismo, conseguimos auxiliar o tratamento e o cuidado aos pacientes de maneira mais eficaz”, explica o chefe do Setor de Retina da FMABC, Dr. Julio Zaki Abucham Neto, um dos orientadores do estudo.

Se desejarem, a pesquisa completa está disponível e você pode ver clicando aqui.

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