Microscopia Especular da Córnea – tudo o que você precisa saber sobre esse exame!

O exame de microscopia especular da córnea tem como objetivo avaliar as células que revestem a camada profunda do olho, que são as células endoteliais, sendo possível detectar possíveis enfermidades da córnea.
A córnea é responsável por focar, captar luz e proteger os olhos. Em sua estrutura não há vasos sanguíneos, mas existem diversas terminações nervosas.
Várias doenças oculares podem afetar a córnea, fazendo com que ela fique opaca ou causando irregularidades em sua forma ou superfície, por exemplo, a catarata e o ceratocone. Além disso, trauma no olho, queimaduras por substâncias químicas, entre outras, também podem causar problemas na córnea.
Uma córnea saudável é aquela que não apresenta opacidade e cuja curvatura permite a formação de imagens nítidas.
O que é o exame microscopia especular da córnea?
O exame de microscopia especular da córnea verifica a densidade e a qualidade das células presentes no endotélio corneano.
O endotélio da córnea é uma camada de células que reveste a superfície posterior da córnea. Seu papel fundamental é manter a hidratação da córnea através do sistema de transporte ativo de íons.
Quando esse processo não ocorre da maneira correta, devido a danos no endotélio, as células da córnea perdem a transparência, o que compromete a visão.
Teoricamente, as células endoteliais não se regeneram, e com o passar dos anos ocorrem mudanças celulares, o que pode ocasionar lesões na córnea. Por isso, é fundamental proteger essa camada de células.
A degeneração das células endoteliais agrava algumas doenças corneanas e do globo ocular. Em casos mais graves de destruição das células, é indicado que seja realizado o transplante de córnea para restituí-las.
Com isso, o exame de microscopia especular da córnea se torna fundamental, pois avalia a degeneração ou a distrofia das células do endotélio.
É importante ressaltar que o exame não leva em consideração apenas a quantidade dos organismos celulares, mas também a qualidade deles.
Como é realizado o exame microscopia especular da córnea?
Para a realização do exame, o paciente é colocado de frente para o microscópio digital que registrará a imagem do endotélio, aumentando-a em milhares de vezes.
Através da análise computadorizada da imagem refletida na parte posterior da córnea, é possível analisar as células de acordo com as áreas, formatos, tamanhos e se o endotélio está saudável.
É um exame indicado para pacientes que serão submetidos a procedimentos cirúrgicos como:
Correção de catarata;
Glaucoma;
Transplante de córnea;
Degenerações e distrofias da córnea.
Ou também para:
Pré-operatório de cirurgias intraoculares;
Adaptação de lentes de contato;
Edema de córnea;
Cicatrizes e opacidade da córnea;
Primeiro transplante de córnea artificial bem-sucedido do mundo!

Para que haja mais facilidade no entendimento do transplante de córnea, é preciso entender o que é e qual a função da córnea, e as doenças que podem afetá-la.
A córnea é um tecido transparente e resistente, localizado na parte da frente do olho. Pode ser simplificadamente imaginada como se fosse o “vidro de um relógio”. Ela é responsável por focar, captar luz e proteger os olhos. Em sua estrutura não há vasos sanguíneos, mas existem diversas terminações nervosas.
Várias doenças oculares podem afetar a córnea, fazendo com que fique opaca ou causando irregularidades em sua forma ou superfície, como, por exemplo, a catarata e o ceratocone. Além disso, trauma no olho, queimaduras por substâncias químicas, entre outras condições também podem causar problemas na córnea.
Uma córnea saudável é aquela que não apresenta opacidade e que sua curvatura permite a formação de imagens nítidas.
Transplante de córnea
Infelizmente, o olho como um todo não pode ser transplantado, apenas alguns tecidos oculares, como a córnea, suas células-tronco e a esclera.
Durante o transplante, parte da córnea opacificada é retirada e trocada por uma parte saudável.
Não são todas as doenças oculares que se beneficiam do transplante de córnea, apenas aquelas que a afetam diretamente. Em geral, os transplantes de córnea podem recuperar a visão de mais de 90% dos casos.
Segundo o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, do Instituto Penido Burnier, a maior causa de transplante no Brasil é o ceratocone, uma doença degenerativa na córnea, que corresponde a 70% dos transplantes.
De acordo com uma matéria da Universo Visual, até 2019, anualmente surgem 1,5 milhão de novos casos de perda de visão por falta de transplante de córnea, que é o mais realizado mundialmente.
Esse número é devido à falta de doações de córnea, fazendo com que apenas 1 a cada 70 pessoas consiga realizar o procedimento. A fila de espera para a realização do procedimento depende do número de doações.
Um ato que pode mudar a vida de quem está aguardando esse transplante é a conscientização dos familiares em permitir a doação de órgãos.
Primeiro transplante de córnea artificial restaurou a visão de um idoso de 78 anos
Apesar de todas as dificuldades que estamos passando devido à crise da COVID-19, recentemente foi realizado e bem