Curiosos mitos e verdades sobre a cegueira

Que a cegueira é uma doença que pode ser ocasionada pelo glaucoma, isso todos já sabem. No entanto, há muitas controvérsias sobre este problema perigoso.

Sendo assim, se você tem curiosidade de saber mais sobre quais são os mitos e verdades da cegueira, continue a leitura e se surpreenda com as nossas informações!

Estatística sobre a cegueira no Brasil e no mundo!

Segundo a Organização Mundial da Saúde, as principais causas de cegueira no Brasil são: catarata, glaucoma, retinopatia diabética, cegueira infantil e degeneração macular.

Segundo dados do IBGE de 2010, no Brasil, das mais de 6,5 milhões de pessoas com alguma deficiência visual:

624 pessoas são incapazes de enxergar totalmente, ou seja, são cegas;
056.654 pessoas possuem baixa visão ou visão subnormal, grande e permanente dificuldade de enxergar;

Outros 29 milhões de pessoas declararam possuir alguma dificuldade permanente de enxergar, ainda que usando óculos ou lentes.

Por outro lado, segundo os dados do World Report on Disability 2010 e do Vision 2020, a cada 5 segundos, 1 pessoa se torna cega no mundo.

Além disso, do total de casos de cegueira, 90% ocorrem nos países emergentes e subdesenvolvidos. Estima-se que, até 2020, o número de pessoas com deficiência visual poderá dobrar no mundo.

Mitos e verdades sobre a cegueira

1) Pessoas cegas estão sempre na “escuridão total”, sem ver absolutamente nada?

MITO! Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 253 milhões de pessoas vivem com deficiência visual. Destes, 36 milhões são cegos.

A Organização Mundial da Saúde não especifica quantos desses 36 milhões não têm percepção de luz. Muitas pessoas consideradas cegas ainda conseguem distinguir sombras, ver formas, contornos ou diferenciar entre claro e escuro.

Pessoas cegas não podem usar a maior parte da tecnologia?

MITO! A tecnologia pode ser um estilo de vida para pessoas cegas. Elas podem usufruir de computadores, telefones celulares, aplicativos e outras tecnologias para aumentar sua independência e tornar o mundo mais acessível.

Olhar para o sol causa cegueira?

VERDADE! Caso fique muito exposto e com frequência olhando para o sol, você pode lesionar a retina de maneira irreversível.

Pessoas com baixa visão que não conseguem ler letras regulares devem ler em braile?

VERDADE! O tipo de leitura de pacientes com baixa visão varia. Alguns usam braile, outros usam fontes maiores e há quem leia a impressão em tamanho normal com um dispositivo óptico.

Coçar os olhos é perigoso e pode cegar?

VERDADE! Não são todos os casos que acontecem dessa forma, mas não podemos esquecer do alerta de que coçar bastante os olhos e com força é perigoso e pode causar o descolamento da retina e, em casos mais avançados, alteração na córnea.

Pessoas que possuem cegueira não podem construir uma carreira?

MITO! Diversas empresas e indústrias possuem programas de oportunidades para deficientes visuais.

No ano de 2019, o Governador João Doria lançou o programa “Meu Emprego – Trabalho Inclusivo”, que tem o objetivo de promover desenvolvimento profissional, inclusão e permanência de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, além de oferecer cursos de qualificação técnica e empreendedora.

Retina de pacientes com Covid-19 é identificada com lesões

A COVID-19 tem se alastrado e se proliferado de uma maneira muito acelerada e isso já não é mais uma novidade, até porque todos já estão tomando as medidas de prevenção e higiene diariamente a fim de se resguardar do vírus, não é mesmo?

No entanto, você sabia que o vírus “invadiu” também a área dos olhos, mais especificamente, a retina, causando lesões? Sim, é isso mesmo que você leu!

Até parece algo curioso ou fora do que estamos acostumados a ler ou ouvir a respeito da Covid, mas isso aconteceu e foi diagnosticado por uma pesquisa liderada pelo departamento de Oftalmologia do Centro Universitário Saúde ABC / Faculdade de Medicina do ABC (FMABC).

O caso teve tanta repercussão que foi publicado na revista científica do Reino Unido, a British Journal of Ophthalmology (BJO), referência mundial na área de saúde ocular.

Quer saber mais sobre este fato curioso? Continue a leitura e fique por dentro!

Como teve início o estudo?

Com a chegada da pandemia, médicos residentes e fellows da Oftalmologia da FMABC decidiram estudar o acometimento oftalmológico em pacientes com Sars-CoV-2, vírus causador da COVID-19.

Foram feitos vários estudos dentro da temática, inclusive com pesquisa de vírus na lágrima e de secreção conjuntival.

O principal achado, e considerado ponto central do estudo, é que as alterações retinianas descobertas podem sugerir complicações semelhantes em outros órgãos do corpo humano, o que facilita a compreensão da doença e favorece a escolha de um tratamento mais assertivo e eficaz aos pacientes.

Do que se trata o estudo da FMABC?

A partir da dilatação ocular, foram descobertas anormalidades em dez dos pacientes avaliados.

Os principais achados foram lesões vasculares agudas da retina interna, inclusive com hemorragias e lesões de padrão isquêmico, visíveis por manchas algodonosas e palidez setorial da retina.

Os exames foram feitos por câmera digital de fundo de olho e os pacientes foram avaliados por dois especialistas em retina.

Vale ressaltar que, até então, outros estudos clínicos feitos por pesquisadores brasileiros e estrangeiros haviam investigado manifestações oculares em pacientes com diagnóstico de Covid-19, mas estes foram predominantemente conduzidos após a alta hospitalar.

O ineditismo envolve a análise feita em pacientes ainda durante o período de internação em UTI.

Quais foram as conclusões dos especialistas do estudo?

“O que observamos na retina pode ser considerado um reflexo do que está acontecendo no resto do corpo do paciente. É aí que está a importância do exame e como os nossos resultados podem ajudar a melhorar a compreensão sobre a doença.”

As alterações microvasculares observadas na retina muito provavelmente estão acontecendo também nos pulmões, cérebro, rins e demais órgãos, desempenhando um papel importante na gravidade da doença.

Ao entendermos melhor os efeitos da Covid-19 no organismo, conseguimos auxiliar o tratamento e o cuidado aos pacientes de maneira mais eficaz”, explica o chefe do Setor de Retina da FMABC, Dr. Julio Zaki Abucham Neto, um dos orientadores do estudo.

Se desejarem, a pesquisa completa está disponível e você pode ver clicando aqui.

Em breve, um novo conteúdo sobre notícias do nosso universo aqui no nosso blog! Enquanto isso, já leu o nosso último texto? Clique aqui e fique por dentro das novidades!

O que é visão subnormal e quais são os sintomas?

Você já ouviu falar em visão subnormal ou baixa visão? Pelo nome, já dá para ter uma noção do que se trata, porém você sabia que esta condição afeta pessoas de diversas faixas etárias e que talvez você tenha e nem saiba?

Para entender melhor este problema, que tem aumentado o número de casos no país, elaboramos este conteúdo completo que irá esclarecer as suas dúvidas e alertar também!

Do que se trata a visão subnormal?

A visão subnormal é um problema associado a uma pessoa que possui acuidade visual reduzida, comprometendo a sua visão.

Na maioria das vezes, este problema acontece após o tratamento ou tentativa de correção com uso de óculos, lentes de contato ou implantação de lentes intraoculares após cirurgia de catarata.

A visão subnormal é igual à cegueira?

É comum surgir este tipo de dúvida, já que se trata de complicações parecidas, porém são duas condições diferentes.

Enquanto a cegueira significa a perda total da visão, a visão subnormal apresenta uma capacidade visual de 20% ou menos da visão norma

Médico oftalmologista: tudo sobre o mercado, cursos e salário

Ingressar na área da saúde, mais especificamente na medicina, é um sonho para diversos estudantes, mas com isso também vêm longas horas de estudo, cursos e muitas responsabilidades, já que é uma profissão que exige uma série de fatores e é considerada um segmento difícil.

A oftalmologia, por exemplo, é uma especialidade da medicina que atrai muitos estudantes que desejam realizar cirurgias, prescrever tratamentos e tratar dos mais variados transtornos relacionados ao sentido da visão.

Mas, mesmo assim, você está com dúvidas sobre qual área seguir? Ou quer saber mais sobre a oftalmologia?

No conteúdo de hoje, esclareceremos algumas questões para ajudar você a entender se essa é uma carreira compatível com seu perfil e suas expectativas. Continue a leitura e saiba mais!

O que faz um médico oftalmologista?

É o profissional que tem como objetivo identificar, tratar e corrigir problemas apresentados nos olhos, a fim de preservar a saúde ocular e garantir, dentro das possibilidades, uma melhor visão aos pacientes.

O médico oftalmologista atua na prevenção de doenças, em tratamentos e em procedimentos voltados à melhoria da qualidade de vida relacionada à visão.

Porém, vale ressaltar que, mesmo sendo uma área de extrema importância, uma pesquisa chamada “Um olhar para o glaucoma no Brasil”, que contou com a participação de 2,7 mil internautas com mais de 18 anos, afirmou que três a cada 11 pessoas disseram que só procuram o oftalmologista quando sentem algum incômodo nos olhos.

Esse número chama atenção e reforça o alerta quanto à necessidade de manter uma frequência de consultas oftalmológicas.

Inclusive, outubro foi eleito o Mês Mundial da Visão, com o objetivo de ressaltar a relevância desse tema. Esse exemplo mostra como essa área representa um grande desafio.

Como ingressar na área?

O primeiro passo, como para qualquer outro profissional da área da saúde, é cursar a faculdade de medicina.

Depois, o médico deve realizar uma pós-graduação ou especialização, tornando-se um médico oftalmologista. Tudo vai depender do momento atual e das condições de cada profissional, já que é um curso conhecido por ter custos altos, tanto nas mensalidades quanto nos materiais e cursos.

Além disso, vale ressaltar que todos os profissionais de medicina devem obter seu registro profissional no Conselho Regional de Medicina para poder exercer a profissão.

Quem é formado nessa área pode trabalhar em hospitais públicos, hospitais privados, montar seu próprio consultório ou, através do bacharelado, lecionar em universidades e se tornar professor.

Mercado de trabalho

Da mesma forma que em outras profissões, o mercado de trabalho para esse profissional normalmente é amplo e tem espaço para diferentes atuações.

Por conta da necessidade constante de atendimento à população, a área da saúde demanda profissionais qualificados. Além disso, a rede particular também precisa de muitos profissionais, sobretudo nas áreas de estudos e pesquisas.

Recentemente, saiu um concurso público com mais de 3 mil vagas abertas, com oportunidades de até quase R$ 12 mil, em diversos níveis de escolaridade e para muitas áreas profissionais, incluindo oftalmologia.

Quanto ganha o profissional desta área?
Piso salarial: média do salário base de acordos, convenções coletivas e dissídios coletivos com menções ao cargo de médico oftalmologista negociado por sindicatos e registrado no MTE.
Média salarial: soma de todos os salários dividida pelo total de salários de profissionais no cargo de médico oftalmologista da amostragem. Cálculo de média aritmética simples.
1º quartil: cálculo que separa 25% dos menores salários e obtém a média salarial entre eles.
Salário mediano: valor que mostra o salário bem ao centro da amostragem. O cálculo separa os dados de modo que 50% dos salários informados são superiores a esse nível e 50% são inferiores.
3º quartil: cálculo que separa 25% dos maiores salários e obtém a média salarial entre eles.
Teto salarial: corresponde aos maiores salários no cargo, observando-se ponderações e filtros exclusivos do algoritmo de pesquisa salarial.

E então, o que acharam do conteúdo? Esperamos que tenham compreendido e gostado. Se possível, compartilhe com os colegas e não se esqueça de deixar o seu comentário aqui embaixo!