Como as Doenças Reumáticas podem afetar os olhos?

As doenças reumáticas, geralmente conhecidas como reumatismo, são um grupo de patologias que afetam o sistema locomotor, ou seja, as articulações, os ossos, os músculos, os tendões e os ligamentos.

Porém, algumas doenças reumáticas também comprometem outros sistemas, como o cardiovascular, o renal, o respiratório, a pele e, até mesmo, a visão.

Existem mais de 100 doenças reumatológicas descritas. Por isso, a finalidade deste post é informar como esse grupo de doenças pode afetar a visão e, principalmente, alertar sobre os seus sintomas. Afinal, conhecer os sinais é fundamental para evitar sérias consequências para a saúde ocular. Confira!

Leia também: Tudo o que você precisa saber sobre as principais doenças oculares.

Quais as doenças reumatológicas que afetam a visão?

Algumas doenças reumatológicas que podem ter manifestações oculares são:

1 – Artrite reumatoide, psoriática e juvenil

A artrite, que é a inflamação das articulações, também pode afetar os olhos causando alterações como conjuntivite, esclerite e uveíte.

Além da própria doença ter implicações oculares, os remédios como hidroxicloroquina e cloroquina podem ter efeitos colaterais que se manifestam nos olhos. Por isso, é necessário que a pessoa que tem artrite faça o exame de fundo de olho a cada seis meses.

2 – Lúpus eritematoso

As pessoas com lúpus já possuem maior risco de ter a síndrome do olho seco, que se manifesta através de sintomas como ardência e dor nos olhos, coceira, sensação de areia nos olhos e ressecamento ocular.

Porém, os medicamentos corticoides utilizados no tratamento dessa doença podem ter efeitos colaterais nos olhos, podendo causar catarata e glaucoma.

3 – Síndrome de Sjögren

É uma doença em que o próprio corpo ataca as células que produzem saliva e lágrimas, deixando a boca e os olhos muito ressecados. Sendo comum a síndrome do olho seco, aumenta o risco de conjuntivite crônica.

A pessoa apresenta os olhos sempre secos, avermelhados, tem sensibilidade à luz e a sensação de areia nos olhos pode ser frequente.

4 – Espondilite anquilosante

Esta é uma doença em que existe inflamação nos tecidos, inclusive nos olhos, causando uveíte, geralmente em apenas um olho.

O olho pode ficar vermelho e inchado e, se a doença perdurar por meses, o outro olho também pode ser afetado, havendo maior risco de complicações na córnea e catarata.

5 – Síndrome de Behçet

Muito rara no Brasil, a Síndrome de Behçet é caracterizada pela inflamação nos vasos sanguíneos, geralmente diagnosticada na adolescência, mas que pode afetar gravemente os olhos, causando uveíte com pus nos dois olhos e inflamação no nervo óptico.

O tratamento pode ser feito com imunossupressores como azatioprina, ciclosporina A e ciclofosfamida para controlar os sintomas.

6 – Polimialgia reumática

A polimialgia reumática é caracterizada pela dor nos ombros, costas e dificuldade de movimentar-se devido à rigidez no quadril e na articulação dos ombros, sendo comum dor em todo o corpo.

Quando há envolvimento das artérias oculares, pode ocorrer visão turva, visão dupla e até mesmo cegueira, que pode afetar somente um ou os dois olhos.

7 – Síndrome de Reiter

É um tipo de artrite que causa dor e inflamação nas articulações, mas que também pode causar inflamação na parte branca dos olhos e nas pálpebras, levando ao surgimento de conjuntivite ou uveíte, por exemplo.

Apesar de ser mais comum a pessoa descobrir a doença reumática primeiro, é possível que o comprometimento ocular possa indicar a presença de doenças reumáticas.

Mas, para chegar a este diagnóstico, é preciso realizar uma série de exames, como, por exemplo, raio-x das articulações, ressonância magnética e teste genético para identificar o fator reumatoide.

Como tratar as complicações oculares causadas pelo reumatismo?

O tratamento para as doenças oculares que estão diretamente relacionadas às doenças reumatológicas deve ser orientado pelo oftalmologista e pelo reumatologista, pois podem incluir o uso de remédios, colírios e pomadas para aplicar nos olhos.

Quando essas doenças ocorrem devido ao efeito colateral de medicamentos, o médico poderá indicar que este seja trocado por outro para melhorar a qualidade da visão da pessoa. Mas, geralmente, só é preciso tratar a doença reumatológica para que haja melhora dos sintomas oculares.

Dessa forma, se houver desconforto nos olhos ou alguma dificuldade para enxergar, deve-se procurar o médico oftalmologista urgente, principalmente se o paciente já souber que é portador de doença reumática.

Conheça a Eyetec!

A Eyetec é pioneira no Brasil no desenvolvimento de produtos oftalmológicos!

Conseguimos competir em igualdade com empresas multinacionais, conquistando cada vez mais posição de destaque e reconhecimento entre os oftalmologistas, desde o lançamento do primeiro produto.

Temos parcerias com os oftalmologistas mais renomados do mercado, colaborando com feedbacks e análises sobre nossos produtos. Por isso, contamos com uma linha completa de equipamentos para diagnóstico e estamos presentes na maioria das clínicas oftalmológicas, hospitais e instituições de ensino.

Para maiores informações, acesse nosso site.

E então, entendeu como as doenças reumáticas podem acometer a visão? Continue acompanhando nosso blog para mais conteúdos exclusivos e até a próxima! 😊

Entenda o que é e como funciona a Cirurgia Refrativa

O que é cirurgia refrativa?

A cirurgia refrativa é um procedimento cirúrgico para corrigir erros de refração, como miopia, hipermetropia e astigmatismo.

A refração representa o fenômeno que ocorre quando um feixe de luz vindo de um ambiente externo penetra no globo ocular e forma a imagem.

Logo, o erro de refração acontece quando o feixe é desviado e chega desfocado na retina, provocando a falta de nitidez da visão.

Selecionamos informações relevantes sobre a cirurgia refrativa, o que é, as suas funções e como funciona. Continue lendo e saiba mais!

Leia também: “Problemas nos olhos? Conheça os principais exames para avaliar a saúde de sua retina.”

Como é feita a cirurgia refrativa?

A cirurgia é simples e rápida, com duração média de 20 minutos, por isso não requer internação.

O procedimento é realizado com um equipamento que utiliza uma luz ultravioleta com o objetivo de remodelar suavemente a superfície da córnea. Assim, sua curvatura é alterada para que os erros de refração sejam corrigidos.

Antes da operação, é necessário passar por uma consulta com o oftalmologista para avaliação pré-operatória, por meio de um exame oftalmológico completo.

Essa avaliação tem como objetivo analisar as necessidades específicas e condições oculares. São verificados pontos como:

Acuidade visual;
Espessura e formato da córnea;
Presença de doença ocular;
Pressão ocular.

Essas informações são analisadas de forma precisa e servem para determinar se o paciente apresenta condições favoráveis ao procedimento, bem como para direcioná-lo.

A avaliação é fundamental, pois garante o sucesso da cirurgia e os resultados esperados.

Quais são as técnicas mais utilizadas?

Após a avaliação pré-operatória, com base em exames oftalmológicos, é feita uma análise das condições oculares para definir se o paciente está apto a se submeter à cirurgia.

Além disso, é estabelecida a melhor técnica para cada caso, visando o melhor resultado.

Há diversas técnicas para realizar a cirurgia refrativa. Veja como os procedimentos são efetuados em cada uma delas:

Lasik (Laser Assisted In Situ Keratomileusis)

Com essa técnica, é criado um flap, um fino corte no epitélio, para a aplicação do laser na sua camada mais interna. Ao final da cirurgia, o flap é reposicionado.

Intralase

Esse método é semelhante ao Lasik, porém não utiliza uma lâmina para a criação do flap corneano. Então, é considerado mais seguro e menos invasivo.

Cirurgia refrativa customizada

A cirurgia refrativa personalizada é um tratamento que faz um exame de última geração para avaliar não só a córnea, mas também a câmara anterior do olho, a íris e o cristalino.

Essa nova tecnologia para cirurgias refrativas foi criada com base no sistema de comprimento de ondas, conhecido como Wave-Front.

O procedimento customizado proporciona um tratamento personalizado e mais preciso para cada olho.

Procure uma clínica especializada!

Seja qual for o seu distúrbio de refração, é preciso consultar um especialista para entender as suas particularidades e indicar o tratamento que melhor se encaixa.

Procure sempre oftalmologistas de confiança para quaisquer desses procedimentos.

Eyetec é pioneira no Brasil no desenvolvimento de equipamentos oftálmicos!

A Eyetec é uma empresa brasileira, com capital 100% nacional, idealizada dentro da Universidade de São Paulo (USP) por engenheiros, técnicos e pesquisadores.

Conseguimos competir em igualdade com empresas multinacionais!

Em nosso portfólio, contamos com uma linha completa de equipamentos para diagnóstico de doenças oculares, presentes na maioria das clínicas oftalmológicas, hospitais e instituições de ensino.

Temos parcerias com os oftalmologistas mais renomados do mercado, colaborando com feedbacks e análises sobre nossos produtos!

Em nosso site, você pode conferir mais sobre os nossos produtos.

Entendeu como a cirurgia refrativa não é complexa? Agora você já sabe o que é e como ela funciona!

Gostou desse texto? Continue acompanhando nosso blog para mais artigos e novidades.

Até a próxima!

Tudo o que você precisa saber sobre Lentes de Contato Esclerais

As lentes de contato esclerais são conhecidas por serem próprias para tratamentos de algumas doenças oculares, como ceratocone, miopia em graus elevados e Síndrome do Olho Seco.

Neste artigo, explicaremos o que são lentes de contato esclerais, como elas melhoram a visão e quais são suas indicações. Confira!

O que são lentes de contato esclerais?

As lentes esclerais são lentes de contato rígidas especiais que são maiores em diâmetro e preenchidas com soro fisiológico, o que faz com que ofereçam maior conforto e adaptação individual.

Diferentemente das lentes de contato rígidas “comuns”, elas são apoiadas sobre a esclera, que corresponde à parte branca do olho, que é muito menos sensível que a córnea.

As lentes esclerais são fabricadas com um material rígido, para não permitir que as irregularidades da córnea influenciem na qualidade óptica da lente.

Além disso, possuem alta permeabilidade, o que significa que o oxigênio consegue chegar até a córnea sem problemas, mantendo-a o mais saudável possível durante o uso diário e prolongado.

Outra vantagem das lentes esclerais é que elas são fabricadas individualmente, de forma customizada, levando em consideração as características próprias dos olhos de cada pessoa, já que cada córnea é única, como uma impressão digital.

Assim, elas se adaptam perfeitamente a cada olho, independente das condições da córnea.

Indicações

As lentes de contato esclerais são muito recomendadas para correção de problemas de refração em graus altos, como miopia e astigmatismo, por exemplo, e para pessoas que não se adaptaram às lentes rígidas e/ou gelatinosas tradicionais.

Nessas condições, as lentes de contato esclerais são indicadas em casos de ceratocone, ectasias corneanas, degeneração marginal pelúcida, ectasia pós-cirurgia refrativa e ceratoglobo, Síndrome do Olho Seco, pós-trauma corneano, pós-transplante de córnea, degeneração de Salzmann e outros tipos de irregularidades corneanas.

Além disso, as lentes esclerais são indicadas para atletas de esportes ao ar livre que necessitam de correção da visão, pois oferecem mais conforto e estabilidade.

Adaptação das lentes de contato esclerais

Conforme a Resolução CFM nº 1.965/11, a indicação, adaptação e acompanhamento do uso das lentes de contato são atos exclusivamente médicos.

Sendo assim, o processo de adaptação das lentes de contato esclerais deve ser realizado junto ao oftalmologista, para garantir o correto uso das lentes.

Através do exame de topografia de córnea, o oftalmologista avaliará o problema de visão e curvatura, e fará uma entrevista para saber sobre os hábitos de vida, a frequência pretendida do uso das lentes e outras questões que o médico julgar relevantes.

Com essas informações, o oftalmologista fará testes de adaptação, como avaliação da superfície da córnea e medida da curvatura, refração inicial para determinar o grau das lentes, colocação das lentes de teste, nova refração com o uso das lentes de teste, avaliação da adaptação com aparelhos específicos e a realização de modificações na adaptação, conforme necessidade.

O médico também irá passar recomendações de manuseio, limpeza e cuidados em geral, além de agendar consultas periódicas para acompanhar a adaptação.

De forma geral, as lentes de contato esclerais têm uma adaptação mais fácil do que as lentes gelatinosas e rígidas, já que possuem maior diâmetro e são apoiadas na esclera, fazendo com que o usuário não perceba o movimento das lentes.

Cuidados para quem usa ou vai iniciar a adaptação de lentes esclerais

Para aqueles que usam, estão iniciando ou irão iniciar a adaptação de lentes esclerais, é importante estar atento para algumas questões:

Utilize somente solução salina sem conservantes indicada pelo seu oftalmologista. Se for soro fisiológico, lembre-se de armazenar na geladeira e descartar antes de completar 7 dias depois de aberto.
A limpeza adequada das mãos antes de manipular suas lentes é muito importante para evitar a contaminação do soro ou mesmo da superfície da lente ao manipular a mesma.
A limpeza da lente deve ser feita de maneira “mecânica”, inicialmente com o dedo indicador ou mínimo de uma mão contra a palma da outra mão, fazendo movimento circular de fricção.
Antes de colocar a lente, preencha-a com o soro até próximo de sua borda e, após colocá-la, observe no espelho se não criou bolha na lente. A bolha pode comprometer a visão ao longo do dia e pode inclusive causar desconforto e olho vermelho.
Após as primeiras horas de uso, observe para ver se não há sinais de vermelhidão lateral, especialmente na porção branca dos olhos.
Ao longo do uso, observe se a visão não está deteriorando e perdendo a clareza, como uma visão mais embaçada ou com menos contraste.
Dor, olhos vermelhos, sensação de pálpebras quentes, visão túrgida, “arco-íris” e/ou embaçada não são normais e devem ser relatadas ao especialista.
Observe após retirar a lente se não ficou uma marca da lente na porção branca dos olhos. Neste caso, as lentes devem ser modificadas ou substituídas por lentes que pousem suavemente sobre a esclera sem causar pressão em ponto específico, como na região da borda.

Vale ressaltar que é fundamental fazer exames de acompanhamento da adaptação e de rotina regularmente. Nunca deixe para ir ao seu oftalmologista apenas quando tiver problemas evidentes.

Os exames de controle da adaptação são tão importantes quanto o exame inicial e a colocação das lentes!

Topógrafo de Córnea Eyetec!

O Topógrafo de Córnea realiza o mapeamento topográfico do relevo da córnea, onde analisa a curvatura em toda a sua extensão.

Desenvolvido com altos padrões de qualidade e tecnologia inovadora, o software do Topógrafo Eyetec é um dos mais completos do mercado, disponibilizando uma gama completa de mapas e relatórios, garantindo a qualidade de exames e tratamentos oftalmológicos.

Clique aqui e saiba mais sobre o Topógrafo de Córnea Eyetec!

Esperamos que estas dicas sejam úteis para quem está iniciando a adaptação de lentes esclerais!

Continue acompanhando nosso blog para mais novidades, até a próxima!

O uso de lentes de contato para o controle de doenças na córnea

O uso de lentes de contato é uma forma eficiente para oferecer qualidade visual aos pacientes, mas para isso é preciso que tenha acompanhamento de um especialista.

As lentes de contato também são utilizadas para o tratamento de algumas doenças que afetam a córnea, por exemplo, o ceratocone.

O ceratocone é uma doença causada pelo afinamento da córnea, que assume um formato de cone.

À medida que a córnea se afina, o paciente percebe uma baixa acuidade visual, que pode ser de moderada a severa, dependendo da quantidade de tecido corneano afetado.

Os pacientes que têm ceratocone precisam tomar alguns cuidados:

Manter consultas regulares ao oftalmologista para ajustar as lentes de contato;
Evitar coçar os olhos;
Aplicar compressas frias em crise de coceira ou sensação de areia nos olhos;
Usar colírio com corticoide sob prescrição médica para evitar risco de glaucoma;
Interromper o uso de antialérgico caso use lentes e sinta os olhos ressecados;
Fazer o polimento semestral das lentes com o oftalmologista para eliminar resíduos que possam deformar a superfície;
Usar óculos escuros com proteção ultravioleta em locais ensolarados.

É uma doença rara e de caráter hereditário. Sua evolução é lenta e se manifesta mais entre os 10 e 25 anos, podendo progredir até aproximadamente os 40 anos ou estabilizar-se com o tempo.

Você pode ler mais sobre as doenças que podem afetar a córnea em: “Ectasias da córnea”.

Como as lentes de contato podem ajudar no tratamento do ceratocone?

O tratamento do ceratocone tem ganhado muito destaque nos últimos anos e pode envolver diversas medidas, que vão de colírios especializados às cirurgias corretivas.

Em muitos casos, o uso de lentes de contato especiais ajuda a amenizar a deformação da córnea e restabelece a visão normal do paciente.

Novas lentes de contato, com materiais e curvaturas com mais tecnologia e sofisticação, permitem aos portadores de ceratocone maior qualidade da visão.

Qualquer que seja o método de tratamento do ceratocone, o objetivo é a estabilidade e a melhora na visão.

Se na fase inicial do ceratocone os óculos não forem capazes de melhorar a visão, é possível o uso de lentes de contato.

Lente escleral

Existem vários tipos de lentes de contato. A mais recente é a lente escleral, que tem potencial de oferecer conforto visual aos pacientes que possuem ceratocone.

Devido ao seu material, a lente escleral oferece maior adaptabilidade para o paciente, oferecendo maiores chances de sucesso no tratamento.

Essa lente tem maior diâmetro e se acomoda na parte branca dos olhos, e não na córnea.

As lentes de contato escleral podem ser uma opção bem eficiente para casos graves de ceratocone, pois sua modelação tem como objetivo corrigir até as deformações mais importantes da córnea.

Em casos em que as lentes convencionais não tiveram os resultados esperados, as lentes de contato escleral podem oferecer excelentes resultados, evitando procedimentos mais invasivos e perigosos.

A adaptação das lentes de contato no tratamento do ceratocone já é percebida nas primeiras horas de uso, mas é preciso estar atento e acompanhar se a esclera altera sua cor ou se a visão fica embaçada, para evitar uma possível hipóxia da córnea.

É importante se atentar à higiene e ao correto posicionamento das lentes de contato escleral.

As lentes de contato só devem ser utilizadas para o tratamento do ceratocone com a recomendação de um oftalmologista.

Eyetec pioneira no Brasil no desenvolvimento de equipamentos oftálmicos!

A Eyetec é uma empresa brasileira, com capital 100% nacional, idealizada dentro da Universidade de São Paulo (USP) por engenheiros, técnicos e pesquisadores. Somos pioneiras no desenvolvimento de equipamentos oftálmicos!

Desde o lançamento de nosso primeiro produto, o oftalmoscópio binocular indireto, estamos ganhando destaque e reconhecimento entre os profissionais da área.

Em nosso portfólio, contamos com uma linha completa de equipamentos para diagnóstico de doenças oculares, presentes na maioria das clínicas oftalmológicas, hospitais e instituições de ensino.

Temos parcerias com os oftalmologistas mais renomados do mercado, colaborando com feedbacks e análises sobre nossos produtos!

Com constantes investimentos, conseguimos competir em igualdade com empresas multinacionais!

Em nosso site, você pode conferir mais sobre os nossos produtos.

Acompanhe nossas redes sociais e não fique de fora das novidades! 😊

Oftalmologia na prática: o que você precisa saber antes de se especializar

Você sabia que a oftalmologia é a 9ª especialidade com mais médicos no Brasil? De acordo com a pesquisa Demografia Médica no Brasil 2020, apenas na última década, estima-se que 180 mil novos médicos estejam registrados nos conselhos regionais de medicina.

Consequentemente, com o aumento do número de profissionais se formando em graduação, o número de vagas em Residência Médica também cresceu: 80% entre 2010 e 2019. Isto é, para aqueles que querem se tornar especialistas, inclusive em oftalmologia, a concorrência é grande.

Por isso, quanto mais cedo a escolha da área a seguir for feita, melhor o acadêmico pode se preparar.

Preparamos um guia para te ajudar a entender se a residência em oftalmologia é a certa para você. Confira!

Você também pode se interessar: 5 passos para guardar dinheiro e abrir sua clínica.

A importância do oftalmologista

A especialização médica em oftalmologia é atribuída ao estudo e tratamento de doenças e problemas de refração apresentados pelo olho. Logo, o oftalmologista é o médico responsável por estudar, diagnosticar e tratar as disfunções do sistema visual.

Isto é, assim como os outros médicos, o oftalmologista é responsável por cuidar da saúde do paciente. Porém, diferente dos outros médicos, este especialista não apenas oferece uma vida mais saudável, mas também permite que a pessoa veja o mundo de outra forma.

Por essa e várias outras razões é que o oftalmologista, também chamado de oftalmo, pode fazer muita diferença na vida de uma pessoa!

Formação profissional e residência

Em primeiro lugar, para se tornar um oftalmologista é necessário cursar medicina. A graduação dura 6 anos e engloba capacidades profissionais por meio de aulas teóricas e práticas.

O outro requisito para completar a formação é concluir a residência médica. Neste caso, é uma residência de acesso direto, sem pré-requisitos, e dura 3 anos.

Durante esse período, o médico terá contato com as diferentes formas de atuação dentro da especialidade: atendimento ambulatorial, emergencial, cirurgias de refração, catarata, glaucoma, entre outras.

Além disso, ao longo da formação, os residentes têm matérias como:

Anatomia;
Optometria;
Microbiologia;
Neuroanatomia;
Técnica cirúrgica;
Cirurgia oftalmológica;
Óptica física/fisiológica;
Oftalmologia preventiva;
Imunologia e parasitologia;
Fisiologia do olho e da visão.
Atuação e mercado de trabalho

O oftalmologista pode atuar na área clínica ou hospitalar, em redes públicas e privadas. Uma outra opção é seguir carreira acadêmica, realizando pesquisas e exercendo atividades em universidades.

Existem, também, as chamadas subespecialidades em que o médico pode se dedicar, como, por exemplo, a oftalmopediatria, plástica ocular e cirurgia refrativa.

Além disso, o profissional pode aprofundar conhecimentos em doenças orbitárias, doenças das vias lacrimais, estrabismo, glaucoma, catarata e em problemas da retina.

Vale lembrar que a prática da oftalmologia demanda gosto pela medicina e pelas ciências biológicas, da faculdade até a rotina de trabalho. Por isso, um profissional da saúde tem que ter disponibilidade para o estudo, facilidade e sensibilidade para lidar com as pessoas e capacidade de observação. Assim, é possível acompanhar os pacientes e fazer a diferença no dia a dia!

Quanto ganha um oftalmologista?

Atualmente, a média salarial de um médico oftalmologista é de R$ 5.088,12 para uma jornada de trabalho de 19 horas semanais, de acordo com pesquisas realizadas com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o CAGED.

Oftalmologista x oculista

É bem comum que a atividade do oftalmologista seja confundida com a de um oculista. Porém, existem diferenças significativas entre as duas profissões.

Conforme mencionamos acima, o médico especializado em oftalmologia analisa as doenças relacionadas ao olho e à visão. Assim, ele receita os possíveis tratamentos.

Já o oculista é responsável por ler e interpretar essas receitas. Ele produz e cuida da manutenção das lentes e dos óculos, além de orientar os pacientes sobre as características do produto para melhor adaptação de acordo com prescrição médica.

Gostou do texto? Continue acompanhando nosso blog para mais conteúdos como esse!

Até a próxima! 😊

Terapia Antiangiogênica: Você conhece esse tratamento?

A terapia antiangiogênica é um procedimento cada vez mais utilizado no tratamento de doenças que afetam a retina.

Essa técnica surgiu nos anos 2000 e trata-se da aplicação de fármacos que diminuem a proliferação e a permeabilidade de vasos sanguíneos no interior dos olhos. Isto é, esse tratamento interrompe o crescimento de vasos anormais para dentro da retina.

Vamos conhecer um pouco sobre a terapia antiangiogênica? Continue lendo!

Leia também: Problemas nos olhos? Conheça os principais exames para avaliar a saúde de sua retina.

Como funciona?

O procedimento é simples e rápido, porém necessita de cuidado, pois é invasivo.

A aplicação é realizada com anestesia local, por meio de colírio ou anestésico injetado sob a conjuntiva, e raramente causa dor.

Além disso, o uso de um colírio com iodopovidona diminui consideravelmente o risco de endoftalmite, como é denominada a infecção no interior do olho.

O número de aplicações pode variar de acordo com a doença ocular e a resposta do paciente ao tratamento.

Geralmente, inicia-se o tratamento com 3 aplicações no olho afetado, em intervalos mensais. Depois, realiza-se nova avaliação no consultório, com exames complementares, para observar a necessidade de novas aplicações ou de acompanhamento periódico.

Doenças tratadas pela terapia

Muitas doenças são beneficiadas com o tratamento por meio da injeção intravítrea de antiangiogênico.

Listamos algumas que fazem parte do dia a dia dos brasileiros. Veja:

Degeneração macular relacionada à idade

Conhecida também como degeneração macular relacionada à idade, ou DMRI, essa doença ocorre quando a mácula, uma pequena área da retina responsável pela visão dos detalhes, acaba se degenerando com a idade.

Nesta doença, são formados neovasos abaixo da retina, causando embaçamento visual e manchas pretas no centro da visão.

Retinopatia diabética

Uma das principais causadoras de cegueira em diabéticos, a retinopatia diabética consiste em alterações nos vasos sanguíneos da retina.

As anormalidades podem fazer com que os vasos se rompam, liberando sangue ou fluidos na cavidade vítrea e na região macular, causando graves problemas e até mesmo a perda total da visão.

Edema macular diabético

O edema macular diabético é uma complicação da doença citada acima.

Se o diabetes não for tratado, há possibilidade de a retinopatia evoluir para um edema. No início, não apresenta sintomas, mas é preciso ficar atento a imagens distorcidas, imagens borradas e dificuldade em enxergar cores.

Pós-terapia

O paciente é liberado depois do procedimento, com a recomendação de contatar imediatamente o seu oftalmologista caso tenha dor, diminuição da visão ou secreção ocular nos dias seguintes.

Se for o caso, o uso de antibióticos tópicos oculares é controverso. Como eles podem alterar a flora conjuntival e promover resistência bacteriana, a recomendação é não os utilizar.

Vantagens do procedimento

A retina é a parte mais isolada e de difícil acesso para medicamentos, devido à sua posição dentro do globo ocular.

Por isso, a principal vantagem deste tipo de procedimento é a eficácia da injeção para adentrar a cavidade intraocular.

Além disso, a recuperação é rápida, não é necessária internação e é rara a ocorrência de complicações.

A terapia antiangiogênica só pode ser aplicada por um retinólogo. Procure sempre um médico oftalmologista para realizar exames de rotina!

Eyetec – uma empresa 100% nacional!

A Eyetec conta com uma linha completa de equipamentos para diagnóstico.

Estamos presentes na maioria das clínicas oftalmológicas, hospitais e instituições de ensino. Temos parcerias com os oftalmologistas mais renomados do mercado, colaborando com feedbacks e análises sobre nossos produtos.

Acesse nosso site e saiba mais: https://www.eyetec.com.br.

O que achou do conteúdo? Esperamos que tenha gostado. 😊

Nos acompanhe também nas nossas redes sociais e até semana que vem!

Como as Doenças Reumáticas podem afetar os olhos?

As doenças reumáticas, geralmente conhecidas como reumatismo, são um grupo de patologias que afetam o sistema locomotor, ou seja, as articulações, os ossos, os músculos, os tendões e os ligamentos.

Porém, algumas doenças reumáticas também comprometem outros sistemas, como o cardiovascular, o renal, o respiratório, a pele e, até mesmo, a visão.

Existem mais de 100 doenças reumatológicas descritas. Por isso, a finalidade deste post é informar como esse grupo de doenças pode afetar a visão e, principalmente, alertar sobre os seus sintomas. Afinal, conhecer os sinais é fundamental para evitar sérias consequências para a saúde ocular. Confira!

Leia também: Tudo o que você precisa saber sobre as principais doenças oculares.

Quais as doenças reumatológicas que afetam a visão?

Algumas doenças reumatológicas que podem ter manifestações oculares são:

1 – Artrite reumatoide, psoriática e juvenil

A artrite, que é a inflamação das articulações, também pode afetar os olhos causando alterações como conjuntivite, esclerite e uveíte.

Além da própria doença ter implicações oculares, os remédios como hidroxicloroquina e cloroquina podem exigir exame de fundo de olho a cada seis meses.

2 – Lúpus eritematoso

As pessoas com lúpus já possuem maior risco de ter a síndrome do olho seco, que se manifesta através de sintomas como ardência e dor nos olhos, coceira, sensação de areia nos olhos e ressecamento ocular.

Porém, os medicamentos corticoides utilizados no tratamento dessa doença podem ter efeitos colaterais nos olhos, podendo causar catarata e glaucoma.

3 – Síndrome de Sjögren

É uma doença em que o próprio corpo ataca as células que produzem saliva e lágrimas, deixando a boca e os olhos muito ressecados. Sendo comum a síndrome do olho seco, aumenta o risco de conjuntivite crônica.

A pessoa apresenta os olhos sempre secos, avermelhados, tem sensibilidade à luz e a sensação de areia nos olhos pode ser frequente.

4 – Espondilite anquilosante

Esta é uma doença em que existe inflamação nos tecidos, inclusive nos olhos, causando uveíte, geralmente em apenas um olho.

O olho pode ficar vermelho e inchado e, se a doença perdurar por meses, o outro olho também pode ser afetado, havendo maior risco de complicações na córnea e catarata.

5 – Síndrome de Behçet

Muito rara no Brasil, a Síndrome de Behçet é caracterizada pela inflamação nos vasos sanguíneos, geralmente diagnosticada na adolescência, mas que pode afetar gravemente os olhos, causando uveíte com pus nos dois olhos e inflamação no nervo óptico.

O tratamento pode ser feito com imunossupressores como azatioprina, ciclosporina A e ciclofosfamida para controlar os sintomas.

6 – Polimialgia reumática

A polimialgia reumática é caracterizada pela dor nos ombros, costas e dificuldade de movimentar-se devido à rigidez no quadril e na articulação dos ombros, sendo comum dor em todo o corpo.

Quando há envolvimento das artérias oculares, pode ocorrer visão turva, visão dupla e até mesmo cegueira, que pode afetar somente um ou os dois olhos.

7 – Síndrome de Reiter

É um tipo de artrite que causa dor e inflamação nas articulações, mas que também pode causar inflamação na parte branca dos olhos e nas pálpebras, levando ao surgimento de conjuntivite ou uveíte, por exemplo.

Apesar de ser mais comum a pessoa descobrir a doença reumática primeiro, é possível que o comprometimento ocular possa indicar a presença de doenças reumáticas.

Mas, para chegar a este diagnóstico, é preciso realizar uma série de exames, como raio-x das articulações, ressonância magnética e teste genético para identificar o fator reumatoide.

Como tratar as complicações oculares causadas pelo reumatismo?

O tratamento para as doenças oculares diretamente relacionadas às doenças reumatológicas deve ser orientado pelo oftalmologista e pelo reumatologista, pois pode incluir o uso de remédios, colírios e pomadas para aplicar nos olhos.

Quando essas doenças ocorrem devido ao efeito colateral de medicamentos, o médico poderá indicar que este seja trocado por outro para melhorar a qualidade da visão da pessoa. Porém, geralmente, é preciso tratar a doença reumatológica para que haja melhora dos sintomas oculares.

Dessa forma, se houver desconforto nos olhos ou alguma dificuldade para enxergar, deve-se procurar o médico oftalmologista urgente, principalmente se o paciente já souber que é portador de doença reumática.

Conheça a Eyetec!

A Eyetec é pioneira no Brasil no desenvolvimento de produtos oftalmológicos!

Conseguimos competir em igualdade com empresas multinacionais, conquistando cada vez mais posição de destaque e reconhecimento entre os oftalmologistas, desde o lançamento do primeiro produto.

Temos parcerias com os oftalmologistas mais renomados do mercado, colaborando com feedbacks e análises sobre nossos produtos. Por isso, contamos com uma linha completa de equipamentos para diagnóstico e estamos presentes na maioria das clínicas oftalmológicas, hospitais e instituições de ensino.

Para maiores informações, acesse nosso site.

E então, entendeu como as doenças reumáticas podem acometer a visão? Continue acompanhando nosso blog para mais conteúdos exclusivos e até a próxima! 😊

Entenda o que é e como funciona a Cirurgia Refrativa

O que é cirurgia refrativa?

A cirurgia refrativa é um procedimento cirúrgico para corrigir erros de refração, como miopia, hipermetropia e astigmatismo.

A refração representa o fenômeno que ocorre quando um feixe de luz vindo de um ambiente externo penetra no globo ocular e forma a imagem.

Logo, o erro de refração acontece quando o feixe é desviado e chega desfocado na retina, provocando a falta de nitidez da visão.

Selecionamos informações relevantes sobre a cirurgia refrativa, o que é, as suas funções e como funciona. Continue lendo e saiba mais!

Leia também: “Problemas nos olhos? Conheça os principais exames para avaliar a saúde de sua retina.”

Como é feita a cirurgia refrativa?

A cirurgia é simples e rápida, com duração média de 20 minutos, por isso não requer internação.

O procedimento é realizado com um equipamento que utiliza uma luz ultravioleta com o objetivo de remodelar suavemente a superfície da córnea. Assim, sua curvatura é alterada para que os erros de refração sejam corrigidos.

Antes da operação, é necessário passar por uma consulta com o oftalmologista para avaliação pré-operatória, por meio de um exame oftalmológico completo.

Essa avaliação tem como objetivo analisar as necessidades específicas e condições oculares. São verificados pontos como:

Acuidade visual;
Espessura e formato da córnea;
Presença de doença ocular;
Pressão ocular.

Essas informações são analisadas de forma precisa e servem para determinar se o paciente apresenta condições favoráveis ao procedimento, bem como para direcioná-lo.

A avaliação é fundamental, pois garante o sucesso da cirurgia e os resultados esperados.

Quais são as técnicas mais utilizadas?

Após a avaliação pré-operatória, com base em exames oftalmológicos, é feita uma análise das condições oculares para definir se o paciente está apto a se submeter à cirurgia.

Além disso, é estabelecida a melhor técnica para cada caso, visando o melhor resultado.

Há diversas técnicas para realizar a cirurgia refrativa. Veja como os procedimentos são efetuados em cada uma delas:

Lasik (Laser Assisted In Situ Keratomileusis)

Com essa técnica, é criado um flap, um fino corte no epitélio, para a aplicação do laser na sua camada mais interna. Ao final da cirurgia, o flap é reposicionado.

Intralase

Esse método é semelhante ao Lasik, porém não utiliza uma lâmina para a criação do flap corneano. Então, é considerado mais seguro e menos invasivo.

Cirurgia refrativa customizada

A cirurgia refrativa personalizada é um tratamento que faz um exame de última geração para avaliar não só a córnea, mas também a câmara anterior do olho, a íris e o cristalino.

Essa nova tecnologia para cirurgias refrativas foi criada com base no sistema de comprimento de ondas, conhecido como Wave-Front.

O procedimento customizado proporciona um tratamento personalizado e mais preciso para cada olho.

Procure uma clínica especializada!

Seja qual for o seu distúrbio de refração, é preciso consultar um especialista para entender as suas particularidades e indicar o tratamento que melhor se encaixa.

Procure sempre oftalmologistas de confiança para quaisquer desses procedimentos.

Eyetec é pioneira no Brasil no desenvolvimento de equipamentos oftálmicos!

A Eyetec é uma empresa brasileira, com capital 100% nacional, idealizada dentro da Universidade de São Paulo (USP) por engenheiros, técnicos e pesquisadores.

Conseguimos competir em igualdade com empresas multinacionais!

Em nosso portfólio, contamos com uma linha completa de equipamentos para diagnóstico de doenças oculares, presentes na maioria das clínicas oftalmológicas, hospitais e instituições de ensino.

Temos parcerias com os oftalmologistas mais renomados do mercado, colaborando com feedbacks e análises sobre nossos produtos!

Em nosso site, você pode conferir mais sobre os nossos produtos.

Entendeu como a cirurgia refrativa não é complexa? Agora você já sabe o que é e como ela funciona!

Gostou desse texto? Continue acompanhando nosso blog para mais artigos e novidades.

Até a próxima!

Tudo o que você precisa saber sobre Lentes de Contato Esclerais

As lentes de contato esclerais são conhecidas por serem próprias para tratamentos de algumas doenças oculares, como ceratocone, miopia em graus elevados e Síndrome do Olho Seco.

Neste artigo, explicaremos o que são lentes de contato esclerais, como elas melhoram a visão e quais são suas indicações. Confira!

O que são lentes de contato esclerais?

As lentes esclerais são lentes de contato rígidas especiais, maiores em diâmetro e preenchidas com soro fisiológico, o que faz com que ofereçam maior conforto e adaptação individual.

Diferentemente das lentes de contato rígidas “comuns”, elas são apoiadas sobre a esclera, que corresponde à parte branca do olho, muito menos sensível que a córnea.

As lentes esclerais são fabricadas com um material rígido, para não permitir que as irregularidades da córnea influenciem na qualidade óptica da lente. Além disso, possuem alta permeabilidade, o que significa que o oxigênio consegue chegar até a córnea sem problemas, mantendo-a o mais saudável possível durante o uso diário e prolongado.

Outra vantagem das lentes esclerais é que elas são fabricadas individualmente, de forma customizada, levando em consideração as características próprias dos olhos de cada pessoa, já que cada córnea é única, como uma impressão digital. Assim, elas se adaptam perfeitamente a cada olho, independentemente das condições da córnea.

Indicações

As lentes de contato esclerais são muito recomendadas para correção de problemas de refração em graus altos, como miopia e astigmatismo, por exemplo, e para pessoas que não se adaptaram às lentes rígidas e/ou gelatinosas tradicionais.

Nessas condições, as lentes de contato esclerais são indicadas em casos de ceratocone, ectasias corneanas, degeneração marginal pelúcida, ectasia pós-cirurgia refrativa, ceratoglobo, Síndrome do Olho Seco, pós-trauma corneano, pós-transplante de córnea, degeneração de Salzmann e outros tipos de irregularidades corneanas.

Além disso, as lentes esclerais são indicadas para atletas de esportes ao ar livre que necessitam de correção da visão, pois oferecem mais conforto e estabilidade.

Adaptação das lentes de contato esclerais

Conforme a Resolução CFM nº 1.965/11, a indicação, adaptação e acompanhamento do uso das lentes de contato são atos exclusivamente médicos.

Sendo assim, o processo de adaptação das lentes de contato esclerais deve ser realizado junto ao oftalmologista, para garantir o correto uso das lentes.

Através do exame de topografia de córnea, o oftalmologista avaliará o problema de visão e curvatura, e fará uma entrevista para saber sobre os hábitos de vida, a frequência pretendida do uso das lentes e outras questões que julgar relevantes.

Com essas informações, o oftalmologista fará testes de adaptação, como avaliação da superfície da córnea e medida da curvatura; refração inicial para determinar o grau das lentes; colocação das lentes de teste; nova refração com o uso das lentes de teste; avaliação da adaptação com aparelhos específicos e realização de modificações, conforme necessidade.

O médico também irá passar recomendações de manuseio, limpeza e cuidados em geral, além de agendar consultas periódicas para acompanhar a adaptação.

De forma geral, as lentes de contato esclerais têm uma adaptação mais fácil do que as lentes gelatinosas e rígidas, já que possuem maior diâmetro e são apoiadas na esclera, fazendo com que o usuário não perceba o movimento das lentes.

Cuidados para quem usa ou vai iniciar a adaptação de lentes esclerais

Para aqueles que usam, estão iniciando ou irão iniciar a adaptação de lentes esclerais, é importante estar atento para algumas questões:

Utilize somente solução salina sem conservantes indicada pelo seu oftalmologista. Se for soro fisiológico, lembre-se de armazenar na geladeira e descartar antes de completar 7 dias depois de aberto.
A limpeza adequada das mãos antes de manipular suas lentes é muito importante para evitar a contaminação do soro ou da superfície da lente.
A limpeza da lente deve ser feita de maneira mecânica, inicialmente com o dedo indicador ou mínimo de uma mão contra a palma da outra mão, fazendo movimento circular de fricção.
Antes de colocar a lente, preencha-a com o soro até próximo de sua borda. Após colocá-la, observe no espelho se não criou bolha na lente, pois isso pode comprometer a visão ao longo do dia e causar desconforto ou olho vermelho.
Após as primeiras horas de uso, observe se há sinais de vermelhidão lateral, especialmente na porção branca dos olhos.
Ao longo do uso, observe se a visão não está deteriorando e perdendo a clareza, como visão mais embaçada ou com menos contraste.
Dor, olhos vermelhos, sensação de pálpebras quentes, visão turva, “arco-íris” e/ou embaçamento não são normais e devem ser relatados ao especialista.
Após retirar a lente, observe se ficou uma marca na porção branca dos olhos. Nesse caso, as lentes devem ser modificadas ou substituídas por lentes que se apoiem suavemente sobre a esclera, sem causar pressão em ponto específico.

Vale ressaltar que é fundamental fazer exames de acompanhamento da adaptação e de rotina regularmente. Nunca deixe para ir ao seu oftalmologista apenas quando tiver problemas evidentes.

Os exames de controle da adaptação são tão importantes quanto o exame inicial e a colocação das lentes!

Topógrafo de Córnea Eyetec!

O Topógrafo de Córnea realiza o mapeamento topográfico do relevo da córnea, analisando a curvatura em toda a sua extensão.

Desenvolvido com altos padrões de qualidade e tecnologia inovadora, o software do Topógrafo Eyetec é um dos mais completos do mercado, disponibilizando uma gama completa de mapas e relatórios, garantindo a qualidade de exames e tratamentos oftalmológicos.

Clique aqui e saiba mais sobre o Topógrafo de Córnea Eyetec!

Esperamos que estas dicas sejam úteis para quem está iniciando a adaptação de lentes esclerais!

Continue acompanhando nosso blog para mais novidades. Até a próxima!

Correção do astigmatismo na cirurgia da Catarata

Os olhos são partes impressionantes do corpo. Apesar de serem pequenos, fazem muitas coisas importantes para nós: nos ajudam a ver e nos conectar com o que está ao nosso redor, mantêm nossas mentes aguçadas e permitem nossa interação com as pessoas e coisas.

Ao longo do tempo, alterações dentro do olho podem causar alguns problemas afetando sua visão, como, por exemplo, a presbiopia, o astigmatismo e a catarata.

Leia também: “Tudo o que você precisa saber sobre as principais doenças oculares!”

O que é catarata?

A catarata é uma doença caracterizada pela perda de transparência do cristalino, lente natural cuja função é propiciar o foco da visão em diferentes distâncias.

Com o avançar da idade, as fibras do cristalino aumentam de espessura e de diâmetro, provocando, a princípio, presbiopia, a popular “vista cansada”.

É como se a catarata fosse a fase seguinte desse processo: a lente natural, além de perder a elasticidade, torna-se opaca. Aos poucos, vai embaçando a visão até que a pessoa passa a enxergar apenas vultos e luzes, podendo ocorrer a cegueira.

O envelhecimento é a causa mais comum no surgimento da catarata no olho, porém não é a única.

Os sintomas de catarata são, habitualmente, os seguintes:

Visão turva ou embaçada;
Diminuição da sensibilidade às cores e ao contraste;
Visão dupla em um olho, também chamada de diplopia monocular;
Aumento da sensibilidade à luz, conhecida como fotofobia;
Alteração frequente dos erros refrativos, com mudança frequente de óculos;
Diminuição da visão noturna.
O que é astigmatismo?

Em termos simples, o astigmatismo é um problema derivado de uma córnea que se estendeu para um formato irregular.

Em vez de terem uma forma redonda, as córneas das pessoas com astigmatismo são muitas vezes oblongas, ou seja, apresentam um formato oval.

Isto provoca um erro refrativo, distorcendo a luz quando esta entra nos olhos. Como resultado, as imagens ficam desfocadas.

Sintomas de astigmatismo

Visão embaçada;
Dificuldade para enxergar de perto;
Dificuldade para enxergar de longe;
Dores de cabeça e nos olhos;
Cansaço ocular;
Sensibilidade à luz, vertigem e enxaqueca em ambientes bastante iluminados, conhecida como fotofobia;
Confundir letras ou números parecidos;
Apertar os olhos para enxergar com nitidez, podendo levar a rugas na testa.
Cirurgia de catarata também corrige o grau?

De acordo com o estudo “Prevalence of corneal astigmatism before cataract surgery”, realizado em 2009 pela Universidade de Valência, na Espanha, 87% dos pacientes operados de catarata apresentaram algum nível de astigmatismo.

Os avanços tecnológicos e da oftalmologia fizeram com que a cirurgia de catarata também pudesse corrigir os erros de refração, dependendo da escolha da lente intraocular que será implantada.

As lentes que podem corrigir a visão de perto e longe são as lentes multifocais ou trifocais. Além disso, existem as lentes tóricas para casos de astigmatismo.

Assim, o paciente acaba tendo o benefício de se livrar dos óculos ao realizar a cirurgia de catarata.

Vale lembrar que o oftalmologista deve ser procurado sempre que houver qualquer alteração na capacidade visual ou sintomas nos olhos.

Entretanto, mesmo sem sintomas, é necessário um acompanhamento regular para detecção e tratamento precoces de alterações que costumam surgir na visão ao longo da vida.

Conheça a Eyetec!

A Eyetec é uma empresa 100% brasileira.

Temos parcerias com os oftalmologistas mais renomados do mercado, colaborando com feedbacks e análises sobre nossos produtos. Produzimos e comercializamos equipamentos oftalmológicos de excelência e alta qualidade.

Contamos com uma linha completa de equipamentos para diagnóstico e estamos presentes na maioria das clínicas oftalmológicas, hospitais e instituições de ensino.

Gostou do conteúdo?

Continue acompanhando nosso blog para mais informações e novidades. Até a próxima! 😊